Paulinho Bornhausen no Porto de Itajaí?

dezembro 19, 2014

Não é que essa notícia, que tem corrido a cidade nos últimos dias, pode ser verdade? Porém, esse movimento “tragam um Bornhausen para administrar sua capitania novamente” não tem deixado muita gente do governo Bellini feliz, não.

E o motivo mais óbvio disso tudo, é claro, é que a possível vinda do filho mais “célebre” do Jorge Bornhausen vindo pra assumir o Porto (a famosa “galinha dos ovos de ouro” da cidade bornhausenlandiae que Jandir Bellini e sua administração conseguiram fechar o ano com o Porto em uma de suas maiores crises – ah se isso estivesse acontecendo no Governo Federal, já pensaram como nossos cola-brancas estariam berrando aos quatro ventos que a culpa era da Dilma?), atrapalha os planos da galerinha que está no governo e quer tentar ser o sucessor de Jandir Bellini. Pelo que dizem, no PP, esta possível vinda do Bornhausen pra assumir a quebraceira que a atual administração deixou, é uma tragédia eleitoral, já que joga a possibilidade grande de o manezinho da Ilha se tornar o preferido do próprio Jandir na sua sucessão e, aí, os pepistas aqui de Itajaí que sonham em serem“ungidos”, ficarão novamente fora da jogada (sendo que dizem que dois deles são Gern e o presidente do partido, Tarcisio Zanellato, mas, não esqueçamos da mana do prefeito, a Susi).

Isso também, sem contar os outros aliados do atual governo e que tem suas devidas pretensões na eleição municipal de 2016! Sendo um dos principais, a própria vice-prefeita Dalva Rhenius, que é do partido do Paulinho Bornhausen, inclusive – pode rir, os dois são, atualmente do… Partido Socialista Brasileiro!!!! É isso aí! Socialistas! Pronto, fim da piada.

Isso é algo que venho dizendo há tempos, será que todo mundo acredita que a Dalva será, pela terceira vez, candidata a vice-prefeita? Se não vai, ela se lançará na cabeça de chapa, certo? E o PP aceitará isso? O atual presidente da Câmara Osvaldo Gern, ou o outro virtual candidato a prefeito (do qual eu duvido muito) ou a Susi deixarão a chance escorrer pelas suas mãos?, pois, o que quase todo mundo tem em mente pra 2016, é que as chances de se elegerem serão para todos (mas, é claro, vai se eleger aquele que tiver a melhor coligação em conjunto com a melhor proposta – a segunda opção, infelizmente, não é levada em consideração pela população tanto quanto eu queria, devo dizer). Acho muito difícil, e é aí onde nasce o racha que vai jogar os partidos cada um para o seu lado, para, depois, obviamente, alguns se reagruparem nas suas devidas coligações.

E resta esperar este movimento no jogo de xadrez da sucessão de 2016 – não se enganem, se o Paulinho vier mesmo, a única intenção nisto tudo será a sucessão de 2016 – que pode movimentar várias peças um pouco mais cedo do que o esperado.

da minha coluna no Sem Censura

“Manifesto sobre a esquerda-caviar”

dezembro 15, 2014

retirado da página da Carta Capital:

Quando alguém te chama assim, esta pessoa está amedrontada, mas também revoltada pelo sentimento de uma suposta traição de classe

por Rosana Pinheiro-Machado

festa comunistaNão, eu não vim aqui defender as ovas de peixes. Isso seria tão ridículo como insultuoso. Mas sim, eu vim aqui reivindicar a abundância, a distribuição de renda e o direito ao prazer.

O termo “esquerda caviar”, ao tentar associar a esquerda ao voto de pobreza, não é apenas intelectualmente falho, como também é moralmente desonesto. A expressão procura vender a ideia de que a esquerda deveria ser paupérrima, uma vez que defende um regime igualmente paupérrimo. Dupla mentira.

Para quem orquestra essa ideia, o objetivo é requentar velhasmitologias que procuram espalhar o medo, conter a identificação com o socialismo e deslegitimar seus integrantes por meio da acusação de um comportamento contraditório. Quando alguém te chama de esquerda-caviar, esta pessoa está amedrontada, mas também revoltada pelo sentimento de uma suposta traição de classe.

Para começar, eu gostaria de retomar uma frase citei no passado, a qual causou alvoroço entre alguns setores da direta: “a pobreza é uma invenção do capitalismo”. Acrescentei, ironicamente, que, se essa afirmação é válida, faz todo o sentido ter uma direita-coxinha e uma esquerda-caviar. Não é de admirar que, após esse tipo de declaração, além do cliché de me mandar para Cuba, tive que enfrentar uma verdadeira caça às bruxas, com direito a telefonemas em meu localtrabalho, caixa de e-mail lotada de insultos, vida pessoal vasculhada, fotos expostas, ameaça de estupro e o sincero desejo de que eu morresse – pobre e podre – na Coréia do Norte. Foi aí que entendi que não se toca em pontos sensíveis impunemente…

Ao associar a pobreza ao capitalismo, eu não apenas questionava o monopólio do deleite – que a direita usa como trunfo simbólico para vender o sonho da distinção (a cenourinha inalcançável que se coloca lá na frente na corrida de classes) – , como também lembrava que esse sonho, inescapavelmente, apenas se concretizaria entre muitos poucos. Afinal, a pobreza – para qual toda a esquerda deveria sacramentar seus votos –, é uma condição necessária da desigualdade estrutural do capitalismo global: a miséria de muitos sustenta a riqueza de poucos.

Teria sido interessante, àquela altura, ter repassado a lição que aprendemos na oitava série: a de que o bem-estar dos países ricos foi construído sobre espoliação violenta – física e psicologicamente – de continentes inteiros, de povos nativos que desconheciam a miséria e que se mantinham por meio de regimes autossustentáveis e autorregulados. Mesmo com o fim do colonialismo, as formas de dependência econômica e cultural continuaram agindo para manter um aparato de intervenção sobre a pobreza que, em última instância, visa o seu controle disciplinar e a sua manutenção. Infelizmente, não há nenhuma previsão de que o mundo esteja mudando positivamente neste sentido. Ao que tudo indica, estamos adentrando em um dos piores cenários já produzidos pelo capitalismo global.

O resultado desse sistema que se regenera e se renova e é o aumento da produção da riqueza e a pobreza concomitantemente. O mundo nunca foi “tão rico” e desigual. Segundo o último relatório da Credit Suisse, nos últimos dez anos, a riqueza global dobrou (USD 263 trilhões). O problema é que a desigualdade também é recorde: 1% da população mundial detém praticamente 50% dessa riqueza. Essa fotografia que vai ao encontro do badalado relatório da Oxfam de 2013, que constatou que 85 famílias detêm a mesma renda que 3,5 bilhões de pessoas, isto é, a metade da população mundial.

Temos, hoje, evidências poderosas de que a desigualdade é extrema e crescente. O modelo vigente é duplamente falho, seja porque é insustentável e destrói os recursos naturais do planeta, seja porque é incapaz de lidar com a miséria que ele mesmo produziu. Mas há quem prefira viver na fantasia dessa riqueza virtual. Ao contrário do argumento liberal – de que a riqueza produzida gera mais riqueza em forma de crescimento econômico, trabalho e oportunidades – o capital não tem retornado ao mercado, mas tem se concentrado nos cofres privados de poucas famílias, o que nos leva a uma forma de capitalismo patrimonial, como mostra o economista Thomas Piketty.

Em vez de promover uma apologia à pobreza, a esquerda reivindica a distribuição de riqueza e o direito a abundância, que é gerada tanto pelo trabalho coletivo tanto pela própria natureza.

O imaginário da esquerda “franciscana” é totalmente equivocado porque vai de encontro ao o próprio princípio da luta de classes: de que é preciso encontrar um equilíbrio entre os poucos que têm muito e os muitos que têm pouco. O direito ao prazer deve ser uma bandeira central no socialismo também porque isso vai contra a cultura cristã ocidental que valoriza o sofrimento, a punição e a culpa, resultando na subordinação do mundo material ao imaterial. A luta é pela possibilidade de corpos mais livres, por experiências sensoriais diversas e por menos biopoder. O problema, portanto, não é – nem deve ser – o desfrute da vida, dos sabores, dos cheiros, das texturas, dos lugares. O problema é justamente a privatização dos prazeres.

Para alguns, o direito ao deleite tem sido a bandeira do lulismo, que se caracteriza pela a inclusão dos setores populares na sociedade de consumo. Para mim, trata-se de coisas diferentes. Esse modelo de consumo desenfreado que se baseia na acumulação de bens é insustentável. Eu me alio aos movimentos de compartilhamento e aos teóricos do decrescimento econômico, pois acredito que seja possível perseguir de estilos de vida mais humanos e recíprocos em economias de dádivas, que possam culminar em plenitude física e material.

Dito tudo isso, por fim, parece-me que diante de um mundo em que 85 famílias concentram a metade de renda global, preocupar-se com a marca do computador de Leonardo Sakamoto ou com o restaurante que Gregório Duvivier frequenta é um ato não apenas de mesquinharia, mas também de covardia intelectual. Afinal, é preciso muita coragem para imaginar e lutar por um mundo fora de nossa casinha e zona de conforto. Grandeza e ousadia epistêmicas são qualidades necessárias para enfrentar o monstro gigante que detém uma centena de trilhões de dólares.

Terceirizados da prefeitura de Itajaí trabalhando sob o sol do meio-dia

dezembro 10, 2014

Terceirizados trabalhando ao meio-dia de um dia quente em Itajaí? “Normal…”

trabalhar solE uns dias atrás recebi uma mensagem de uma amiga, citando o fato de trabalhadores da prefeitura estarem em pleno meio-dia da quarta-feira passada (onde a temperatura passou fácil dos 30º) trabalhando na limpeza das ruas. Um pouco mais tarde, após ter almoçado, indo em direção ao trabalho, vi que os trabalhadores continuavam sob o forte sol daquela quarta-feira. Percebi que muitos deles aparentavam serem haitianos também. Mas já tinha comentado com a minha amiga que aqueles trabalhadores não deviam ser da prefeitura, e sim, os conhecidos “terceirizados”, ou seja, a prefeitura (entre outros órgãos estatais, bem como até mesmo o setor privado) contrata uma empresa X, por um valor Y, e esta empresa emprega estes trabalhadores colocando-os para fazer o serviço que antes era feito por funcionários públicos (lembrando que o funcionalismo público geralmente têm mais garantias profissionais, por ser uma categoria reconhecidamente mais forte), só que estes trabalhadores em sua maioria recebem muito menos do que recebia um funcionário público na mesma função, isso sem contar as garantias trabalhistas que os efetivos (como chamamos os funcionários públicos) possuem.

Mas, neste nosso mundo cada vez mais Capitalista (apesar de vermos também várias e excelentes ações socialistas, mas, por pura pressão de grupos de Esquerda, que tentam diminuir a ação predatória do Capital contra o ser humano trabalhador), isto é visto com “bons olhos” pela sociedade – lembram da minha última coluna, quando falei da “manipulação da mídia” e tal, pois é, este “visto com bons olhos pela sociedade” entra também no rol da manipulação midiática. Ah sim, acho até que já vi uma ou outra matéria criticando uma ou outra terceirização, ou explicitando seus problemas como estou fazendo aqui, mas, foi mesmo uma ou outra, perdida no mar de “olhem como é bom enxugar a máquina estatal”, ou “vejam como a megaempresa Z conseguiu reduzir seus custos na folha de pagamento” ou coisas do tipo. E, claro, aplaudimos estas ações como bons manipulados que somos, pois, no imaginário popular, já está impresso que “funcionário público é tudo folgado, malandro”, ou, pasmem, conseguimos acreditar que funcionários públicos têm direitos demais!!!! Sério! E isto, dito por outros trabalhadores, por pessoas que mal estão ou chegaram na classe média brasileira, mas, esta sempre foi a ferramenta (trabalhador contra trabalhador) com que a elite conseguiu impedir que se houvesse realmente uma revolução ou, pelo menos, vendeu às custas de muitas mortes e sangue, as vitórias que as Esquerdas conseguiram através de sindicatos, políticos e agentes civis que ajudaram nesta luta que nunca tem fim para que tenhamos cada vez mais direitos e para que os trabalhadores sejam cada vez menos explorados. E a Terceirização é uma destas que nos empurraram goela abaixo, e está exatamente servindo ao patronato, aos jornalistas que servem a este patronato e aos políticos que querem facilitar sua vida, pois, sabem que conseguirão diminuir seus “problemas” e ganharem visibilidade perante a mídia e seus marionetes (nós).

da minha coluna do jornal Sem Censura

E não é que a Guarda Municipal de BC NÃO RESOLVEU o problema da segurança!!

dezembro 7, 2014

coincidentemente, esta minha coluna da semana passada no jornal Sem Censura, veio antes de um assassinato em pleno Centro de Balneário Camboriú, na Praça Almirante Tamandaré, local onde, teoricamente, a tal Guarda Armada de Balneário deveria estar protegendo mais etc. etc. etc., mas, infelizmente, não conseguiu evitar um assassinato, como não iria mesmo em lugar algum, como não vai evitar aqui em Itajaí, apesar de a população estar sendo manipulada a pensar que vai “resolver os problemas de falta de segurança” (falta de segurança causadas pela falta de investimentos decentes na mesma pelo governo do estado, governo este, eleito pelo povo de Itajaí — sem contar as faltas de investimentos nas áreas sociais, habitacionais, cultura, do governo estadual e do municipal). e vamos à coluna:

galeano violencia fraseAliás, isso, todo mundo sabe. No final de semana o colunista do Diarinho, JC, repercutiu o fato na sua coluna, demonstrando mais uma vez, que o problema de segurança pública do município não está nem perto de ser resolvido com a criação (ao custo de milhões de reais pro governo da cidade) de uma Guarda Municipal (e armada), pelo contrário, os problemas continuam, e continuam aumentando. Então, se a população itajaiense fosse REALMENTE INFORMADA por todos os meios de comunicação deste fato, será que teríamos uma “pesquisa da Univali” apontando para que 70% dos cidadãos serem favoráveis à tal guarda armada que se instalará em Itajaí?

Isso dependeria por quanto tempo esta informação fosse veiculada, pois, a MANIPULAÇÃO para que o povo acredite que está vivendo sob uma “terrível onda de insegurança” já vem de tempos, e, é claro, beneficia sempre o grande Capital, ou, em termos básicos, o grande empresariado que controla a segurança privada. Mas, no fundo, isso também beneficia ações governamentais como esta, que, sabidamente não irão beneficiar o POVO, mas, oras, irão criar a tal “sensação de segurança” (sim, vão criar um… SLOGAN), ao custo de QUATORZE MILHÕES DE REAIS por ano, isso, pra começar.

Alguém sabe me informar quanto é investido na área social pelo município por ano? Na área habitacional? E na área cultural, quem sabe? E não são exatamente estes pontos que, juntos com educação e saúde, MELHORAM os indíces na área da Segurança Pública? (em conjunto com algum investimento por parte do estado nas polícias civil e militar)

Mas, para que informar a população, não é mesmo? Para que parar de manipular o povo? Melhor “jogar pra torcida”, que já está aí, ávida por ter uma “sensação de segurança”, criada pela própria mídia, que tem o seu senhor a servir, e o serve muitíssimo bem, obrigado. E aí nós temos de ver por aí pessoas instruídas defendendo que quem reclama desse tipo de manipulação é contra a “liberdade de imprensa”, sendo que, neste caso, é a defesa aberta da liberdade da EMPRESA, e não da imprensa. Uma coisa é diferente da outra. E já falei disso aqui.

Aliás, agora, a notícia é de que a Guarda Municipal só sairá em 2016, segundo notícia do jornal Diário do Litoral da semana passada. E a promessa do prefeito, alguém lembra pra quando era? Eu lembro, caso o leitor, não. A propaganda que reelegeu nosso prefeito Jandir Bellini prometia para “meados do segundo semestre de 2013” (http://wp.me/pdrbW-4eU). E lá vamos nós nos despedindo de 2014, e, agora, a promessa ficou para 2016. E o povo reclama disso? Não, é claro.

É hoje, coro e orquestra na Praça da Vila em Itajaí

dezembro 6, 2014

e tudo de graça!

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“Nunca se roubou tão pouco no Brasil!”

novembro 29, 2014

Esse é o título de um artigo escrito por um, oras vejam, TUCANO de alta estirpe, dono da Semco Partners, e que, claro, não terá grande repercussão no resto da mídia que entende que deve aproveitar o máximo para sangrar o governo Dilma na limpa que está sendo feita na Petrobras (reforçando que esta limpa é de algo que vem acontecendo há décadas, apesar de estar sendo passado para o público como uma “criação do PT”, que, “como todos sabem, inventou a corrupção no Brasil” – sim, estas aspas contém ironia), porém, antes de começar, queria lembrar que na coluna da semana passada, disse que a Guarda Armada de Itajaí custaria cinco milhões de reais por ano. Ledo engano. Segundo tudo indica, custará mais ou menos 15 milhões de reais ao ano, para termos umas poucas dezenas de guardas vigiando a parte central da cidade (e uma ou outra rua principal dos bairros). Mas, voltemos a grande ação de limpeza da corrupção que está acontecendo na Petrobras (não era o que todos queriam?, ou queriam acabar com a corrupção simplesmente sem saber que ela existia, sem que se puna quem se deve punir?), e o artigo do empresário filiado ao PSDB Ricardo Semler, que deixa bem claro como era antes, e como está agora. Coxinhas, cuidado, os trechos a seguir, vão deixá-los furiosos (os negritos são meus):

“Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito. Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. (…) Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos ‘cochons des dix pour cent’, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas. Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão – cem vezes mais do que o caso Petrobras – pelos empresários? Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse? (…) Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país. É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo. Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito. A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas. O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras. (…)Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido. (…)”. Quer ler o artigo completo? Aqui: http://naofo.de/238o

da minha coluna do Sem Censura

E lá vamos nós discutir a Guarda Armada de Itajaí novamente

novembro 19, 2014

(e ontem, foi votada — exceto pelos vereadores Calinho Mecânico, Anna Carolina e Giovani Felix — a criação da Guarda armada de Itajaí… abaixo, a minha coluna desta semana para o Sem Censura, sobre o assunto)

Não se engane, a repressão policial, em linhas gerais, só serve à elite.

Não se engane, a repressão policial, em linhas gerais, só serve à elite.

Parece que nesta semana teremos, finalmente, a tão aguardada discussão na Câmara de Vereadores sobre a Guarda Armada de Itajaí, ou, pelo menos, a votação do tal projeto na CVI. O que acho engraçado é que a mídia local continua colocando uma pesquisa do Instituto de Pesquisas da Univali como um dos grandes arcabouços para se aprovar uma guarda que consumirá cerca de cinco milhões de reais por ano do NOSSO dinheiro. Cinco milhões de reais, repito. Por ano! (Lembrando que esse valor sempre pode crescer, e crescerá) E aí pergunto ao itajaiense, aquele que votou em massa no Jandir Bellini, que votou em massa no Aécio Neves e no atual governador Raimundo Colombo, esse dinheiro não poderia estar sendo investido em outros lugares? Ah, talvez não, pois provavelmente uma parte virá de captações junto até mesmo o governo federal, se não me engano. Porém, o desperdício de dinheiro público com pessoal e maquinário e imobiliário para tamanha empreitada virá todinho da nossa prefeitura, inclusive, do próprio esforço de captação destas verbas que irão para “melhorar a sensação de segurança” da cidade. E já falei disso aqui na coluna, é tão-somente para violencia sartre“melhorar” a “sensação” de segurança. Não teremos melhoria efetiva na SEGURANÇA, mesmo porque, se o leitor não sabe, repressão policial nunca melhorou a segurança efetivamente. Veja o caso de Balneário Camboriú, onde a tal Guarda Municipal (que é armada) atua basicamente na parte onde circulam os turistas da cidade. O povo, a periferia, ah, essa que se vire. Investimentos na área social? – que ajuda a melhorar a vida da população mais carente –, isso a gente dá alguma coisinha. O importante é a SENSAÇÃO de segurança. Enfim, vivemos numa era de aparências, portanto, a aparência de segurança (outra tradução para “sensação) é muuuuito importante, porém, para aqueles que já têm outros tipos de acessos à saúde, educação etc. Para os da periferia, sobrará o de sempre, já que, pra muitos desse governo municipal, “a culpa é deles que não lutaram para estarem onde eu estou agora”, o manjadíssimo discursinho da “meritocracia”, uma palavra tão em voga e que vergonhosamente é usada até mesmo por pessoas que deveriam saber que meritocracia é apenas mais uma palavra usada para deixarem os pobres na mesma vala comum em que sempre viveram, à margem da sociedade.

Veremos isso tudo sendo repetido nesta semana em que provavelmente teremos a votação do projeto na CVI, e, claro, pelo que tenho notado, teremos encabeçando o movimento por lá, o nosso “grande” vereador, o Zé, aquele que é enxovalhado nas redes sociais, mas, na mídia local, já é tratado como um “grande vereador”. Fazer o que, cada cidade tem o líder que merece, que elege, e que adula (ou será que é só mais uma jogada de marketing – apoiada por parte da mídia local –, uma “sensação de inteligência”?).

A mídia continua sua queda sem fim para o buraco

novembro 16, 2014

imprensa_vendidaUma notícia tem sido alvo de comentários desde a semana passada, quando alguns vários jornalistas do jornal Folha de S.Paulo foram demitidos. Mas, como a polarização Dilma x Aécio (ou seria PT x PSDB, ou, políticas sociais x políticas para elite, ou, esquerda x direita, ou todas as opões anteriores) ainda não acabou, culpa da recém-terminada eleição presidencial de duas semanas atrás, alguns tentam, via redes sociais (e talvez alguns colunistas mais afoitos), fomentarem que poderia haver alguma intervenção estatal no caso, o que soa até vergonhoso, visto que se trata de uma grande empresa de comunicação PRIVADA, obviamente, e que nunca, pelo tamanho e pelo que é, deixaria que houvesse uma intervenção estatal dessa natureza.

E, claro, sendo uma empresa privada, ela corre os riscos de uma empresa qualquer que está dentro do que se chama “livre mercado” (muitas aspas no livre, é claro). Uma rápida explicação do que é “livre mercado”: basicamente, é “quando os agentes econômicos agem de forma livre, com pouca ou nenhuma intervenção dos governos” – Wikipedia). E a minha citação de que haveria muitas aspas no “livre”, é porque quem estuda a sério isso, sabe que não há liberdade alguma. A única liberdade, e nem isso é verdade, é que é a tal economia baseada na não-intervenção governamental. Porém, os governos também estão dentro desta lógica, pois estamos no sistema capitalista, e eles, os governos, usam ela a seu favor (e também levam porrada do mesmo “livre mercado”). Um exemplo, seria o governo retirar verbas públicas de empresas jornalísticas que usaram o mito da imparcialidade pra se posicionarem (sem se posicionarem de verdade e sem explicitarem isto para seus consumidores) a favor de um candidato ou outro, como se estivessem exercendo JORNALISMO, o que é falso além da conta. Nem preciso citar aqui as últimas edições da revista Veja e IstoÉ, só pra ficar nestes dois veículos, antes das eleições, demonstrando claramente que estavam MANIPULANDO seus leitores para que votassem no candidato x. Aí, neste caso, entraria o “livre mercado”, o direito de um governo de retirar seus anúncios publicitários da tal empresa, já que a mesma está usando de seu dever de INFORMAR, ao contrário, manipulando seus leitores contra o próprio governo que estava pagando os tais anúncios.

Entretanto, aí, os mesmos defensores do tal “livre mercado” ficam revoltadinhos e saem atirando que, “oh, o governo está querendo censurar o veículo de comunicação tal”. Oras, bolas, mas não é um direito de um governo (seja municipal, estadual ou federal) escolher quais veículos deve anunciar? Existe alguma obrigação constitucional que diga que o governo tem de anunciar na Veja, na Folha, na Globo? Este mesmo defensor do “livre mercado”, anunciaria sua empresa num veículo que fosse claramente CONTRA sua empresa, usando de MANIPULAÇÃO, inclusive, pra difamar a empresa? Respondo: NÃO, então, por favor, parem com o mimimi que tá ficando cada vez mais feio pra vocês. Aceitem que a eleição acabou. ;-)

da minha coluna no jornal Sem Censura

MP pede demissão de 400 comissionados do governo Jandir!!!

novembro 12, 2014

comissionados jandir itajaie não é que finalmente, o que falávamos deeeesde que Jandir e Dalva se reelegeram, acabou acontecendo? primeiro, a farsa que apresentaram na campanha eleitoral de 2008, dizendo que iriam “enxugar” a máquina administrativa, que “limpariam a prefeitura dos petistas, estes que adoram ‘lotear cargos’ etc. etc.” (aliás, esta palavra “lotear” só é usada para cargos, quando é com o PT no poder, já quando são outros partidos, oras, fica mais bonito, talvez, um “inchaço” mesmo).

e lá está, agora, o Ministério Público dizendo que Jandir e Dalva (e a coligação Titanic, aquela que está afundando e levando Itajaí junto) passaram de 400 e poucos comissionados, para mais de SETECENTOS E CINQUENTA, neste tempo em que estão no poder — nunca esqueçamos, com o aval completo do itajaiense, que decidiu que Jandir mereceria a terceira e quarta chance de sentar na cadeira de prefeito, não esqueçamos também, o mesmo itajaiense, aliás, quase o mesmo número, que votou em massa no candidato Aécio Neves há poucas semanas.

pois é, mas o seu Jandir não iria “enxugar a máquina”? não iriam limpar a prefeitura? não iriam, pasmem, fazer concursos e tudo? porém, agora, depois de tanta propaganda enganosa, que durou anos, cite-se, finalmente a Justiça, que é lenta mas, uma hora, chega, e agora pede pro prefeito e a vice decidirem cortar direto na carne.
inclusive, penso, pode ser até mesmo o que o próprio prefeito queria, pra poder começar a debandada de suas asas dos partidos que lhe não convém.

segundo a matéria do Diarinho que falou do assunto (alguém viu isso na Ric Record? e na TVBE?), dos 459 cargos citados na ação original, APENAS TRINTA E OITO PODERIAM ocupar esta função. os demais eram pra ser concursados, mas, estamos, nós funcionários públicos, esperando desde 2009 os benditos concursos que poderiam melhorar um pouco o atendimento ao povo de Itajaí. mas, quem quer saber do povo, né?

ah, e pra fechar com chave de ouro, do acordo com a Ceccon (Centro de Apoio Operacional do Controle de Constitucionalidade — do Ministério Público), Itajaí, entre as maiores cidades do estado como Florianópolis, Blumenau e Chapecó, é a que mais tem comissionados!

parabéns, itajaiense! nós merecemos! ;-)

Jandir e Dalva condenados a devolver 61 mil reais por propaganda irregular

novembro 5, 2014

A maquete (mequetrefe) do Jandir

propaganda-irregular-jandirPassada as eleições, voltamos a nossa programação normal e local, de preferência. E, é claro, não poderia deixar de repercutir uma DECISÃO JUDICIAL que vai em cima de Jandir e Dalva, no que tange uma maquete que foi denunciado pelo vereador Níkolas Reis (então no PT), e, depois, pela coligação (Itajaí Daqui pra Frente) que tentava tirar Jandir Bellini de sua segunda reeleição. O processo era movido pelo uso de uma maquete do tal Centro de Saúde prometido por Jandir lá antes de 2012 (e até hoje nem terminado, e que teve denúncias sérias que levaram até mesmo ao afastamento de um vereador da situação, o Tonho da Grade, do PP, partido do Jandir, por ter sua empresa envolvida nas obras do Centro, além de obras na Fundação Cultural).

Segundo palavras do próprio ex-vereador e candidato a prefeito de Itajaí Níkolas Reis no seu Facebook, “ganhamos em primeiro grau e agora o TRE/SC confirmou por unanimidade a sentença não provendo o recurso. Segue abaixo parte do voto do relator acatado pelos demais desembargadores. Veja que o mesmo confessa nunca ter visto nada igual em sua carreira jurídica, afirmando que houve ‘uma superação de limites (…) [o que é um desafio, pois é de se supor, pela experiência ordinária, que todos os possíveis recordes de ousadia já tenham sido atingidos], chegando-se a um patamar praticamente inacessível’. E fiquem mais atentos aos gastos com publicidade aqui em Itajaí: eles são altíssimos tanto na Prefeitura, como no Porto, Semasa e Câmara, e nem sempre servem ao interesse público.”

A decisão do TRE se deve, é claro, pelo uso da maquete durante a CAMPANHA ELEITORAL de 2012, o que já caracterizava, como entendeu a coligação oponente e a própria decisão judicial, como um abuso de poder, além do ridículo em se usar a tal maquete de um obra que mal tinha começado (na verdade, se não me engano, ela estava parada, o que foi denunciado na campanha eleitoral), coisa que já tinha sido julgado aqui em Itajaí mesmo, porém, agora foi julgado pelo TRE de Santa Catarina. A multa para a coligação que botou a maquete eleitoreira na propaganda é de R$ 60 mil reais (que foi o custo da PROPAGANDA que o POVO pagou do seu bolso e usada na CAMPANHA!) . Jandir e esta coligação devem recorrer agora, da condenação de propaganda antecipada (já que a prefeitura lançou a maquete quando, segundo entendimento judicial, já estava claro que Jandir e Dalva concorreriam ao pleito municipal dali poucos meses) ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.

Pra terminar esta coluna, vai mais uma fala da juíza Sônia Moroso, que julgou o caso aqui antes de ir pro TRE: “A exposição do estudo técnico da obra e das imagens da maquete na propaganda eleitoral constitui, no caso, em útil desdobramento da suposta publicidade institucional previamente disseminada pela administração municipal, representando evidente aproveitamento de sua anterior projeção custeada por recursos públicos em prol de suas candidaturas à reeleição”.

da minha coluna do jornal Sem Censura


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