Sobre o Sarau Benedito (Sylvia Plath)
Gostei do Sarau Benedito de ontem. Como alguém disse lá, cada sarau é uma experiência diferente, para nós, que organizamos, e para o público presente. Ontem a chuva, infelizmente, “atrapalhou” um pouco a realização do evento, porém, a coisa funcionou mais ou menos como da última vez que a chuva desabou sobre a cidade (e isso aconteceu no penúltimo sarau): o público sentou-se em volta de duas, três mesas, e fizemos o sarau ali mesmo. Só que este foi diferente do outro “sarau chuvoso”, pois o assunto acabou se desdobrando em algo relacionado ao tema (que era a poeta estadunidense Sylvia Plath): suícidio/morte. Acabamos por entrar em várias linhas de discussão sobre morte/suicídio, saindo várias boas “teses”, entrando em searas que o Sarau Benedito ainda não experimentara - pelo menos não de forma tão explícita como esta, que eu me lembre.
E ali, naquele ambiente intimista, com toda a galera conversando, debatendo (nos vários momentos que alguém decidia ler uma poesia, todos parávamos para dedicar a devida atenção), fomos até umas 22 horas nesta 28a edição de algo que já se consolidou na cidade (infelizmente - ou não -, continuamos sendo ignorados por muita gente que se diz escritor/poeta/etc/etc) e tem tudo para ter uma atribulada vida longa, ainda mais com a publicação do CLAP (hoje, um dia atrasado, saí a décima-primeira edição do caderno de literatura). E, tudo isso, vale sempre lembrar, sem dinheiro público, somente com alguns - poucos, mais importantes - amigos da iniciativa privada que nos ajudam a custear (e aqui falo apenas do CLAP, já que o Sarau Benedito NUNCA precisou de dinheiro de ninguém). Vida longa ao CLAP. Vida longa ao Sarau Benedito!
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