“A Menina dos Olhos de Ouro”, do escritor francês Honoré de Balzac (1799 – 1850), finalmente restabeleceu minha vontade de conhecer um pouco mais este forte nome da literatura mundial. É que após ler “A Mulher de Trinta Anos”, tive minhas sérias dúvidas sobre a qualidade tão falada de Balzac. Porém, como disse, “A Menina…” me fez ver com novos olhos a escrita dele, forte, impactante, altamente descritiva. E não é de estranhar este último adjetivo, se pensarmos que, à época, a fotografia não era ainda tão difundida (mal tinha sido inventada – a primeira foto data de 1822), portanto, as longas descrições sobre a Paris de meados do século XIX são muito úteis para tentarmos entender como era o lugar onde desfilam os personagens balzaquianos. Bem, não vou me enrolar muito sobre o livro, não esquecendo de que recomendo muitíssimo a leitura desta novela (a versão que tenho, da D.E.L., possui 100 páginas, com introdução de Lucia Chiaverelli, além de a novela conter muitas e boas notas de rodapés, bem explicativas), sem esquecer dos dois principais personagens (pelo menos, à primeira vista), Henri de Marsay e Paquita Valdès, apaixonantes e apaixonados amantes. Uma bela história.
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