O clima de “já ganhou” governista

[tweetmeme source=”romulomafra” only_single=false]dias atrás um colunista político de Itajaí relembrou um fato da história recente da cidade, quando um prefeito, que chegou a ter 70% de aprovação, levou no lombo na eleição onde tentava eleger seu sucessor. neste época (1996), o papo que rolava era de que o candidato do prefeito estava eleito. até poste ele poderia eleger. mas não elegeu, e acabou perdendo por 500 votos. nesta eleição, onde Jandir ganhou pela primeira vez, tinham três forças políticas disputando: João Roberto Schmitt, Volnei Morastoni e Jandir Bellini. e isso acabou minando o candidato governista que até então se achava imbatível. e é esta a comparação que o colunista faz, ao relembrar estes fatos. ao que tudo indica, em Itajaí, se o prefeito conseguir se livrar da lei da Ficha Limpa, já estaria eleito. e com um quadro de vereadores de 5. só lembrando, pra fazer cinco vereadores em Itajaí, mais ou menos, o partido precisará fazer mais de vinte mil votos! e isso é muita coisa pra um partido fazer entre os vereadores.  dá quase 700 votos por candidato! ou seja, todos os vereadores — para partidos que ocupem o máximo que é 32 –, na média, teriam de fazer quase 700 votos pra eleger os cinco da legenda! alguém tem esperança mesmo de fazer isso tudo, com a quantidade enorme de candidatos que teremos? já se brinca que teremos candidato a cada quadra da cidade. (sim, o PP chegou aos 20 mil votos em 2008, assim como PMDB e PT chegaram a 15 mil, porém, lembrando, agora são muito mais candidatos etc. etc.)

Será que já contrataram o foguetório??

12 mil votos contra o prefeito de pais que têm filhos fora das creches? então, o mesmo colunista sublinha o fato inegável que em Itajaí há pelo menos 6 mil crianças fora das creches, na tal Fila Única que até agora não resolveu (o que resolve isso são: políticas públicas + construção de creches + concurso para atendentes e professores). ou seja, por aí, dá pra pensar mesmo que seriam cerca de 12 mil votos contra o atual prefeito e seus super-secretários que nada resolvem (mas, é sempre importante frisar: a culpa NUNCA é do prefeito. é tão-somente dos que o rodeiam, e, quanto a isso, o prefeito nada pode fazer, tadinho). aí o colunista fala que falta planejamento na cidade. mas, novamente digo: a culpa NUNCA é do prefeito. é só esse monte de secretários ruins que ele escolhe. fixe bem isso. não é culpa dele. não é culpa dele. se repetires umas cem vezes, é capaz de acreditares. e é isso que vem sendo dito há uns 3 anos e pouco. a culpa não é do prefeito. um belo mantra, não?

Nem os uniformes??? não, nem os uniformes, tão falados, tão incensado na mídia itajaiense como uma das poucas promessas de campanha cumpridas (claro, no último ano de governo) — mentira, ninguém frisou que foi uma das únicas promessas de campanha cumprida –, nem isso, foi cumprido. até agora, os uniformes estão vindo aos poucos. bem aos poucos mesmo. minha filha, por exemplo, faz uma semana e pouco que recebeu o resto dos uniformes. já meu filho, até agora, NADA.
ou seja…

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4 Respostas to “O clima de “já ganhou” governista”

  1. JEAN REINERT Says:

    “mas não elegeu, e acabou perdendo por 500 votos. nesta eleição, onde Jandir ganhou pela primeira vez, tinham três forças políticas disputando: João Roberto Schmitt, Volnei Morastoni e Jandir Bellini.”

    Que eu lembre, o João Roberto era candidato a vice do Volnei. Há alguma coisa errada nessa tua observação, não?

  2. MANOEL Says:

    Jean, estás equivocado. Realmente, naquela eleição, a disputa se deu entre João Roberto, Jandir e Volnei. O vice do João Roberto foi o Senhor Zezo Dalçóquio. Já de Jandir Belline foi o João Macagnan e do Volnei não me ocorre. Naquela oportunidade o PMDB fez 11 vereadores e as oposições 10, mas na eleição da mesa diretora, elegeu-se como seu presidente o Vereador Renato Ribas, que era da oposição até então. Valendo dizer que, antes da posse o futuro governo já detinha a maioria. Têm várias histórias e estórias afeitas àquele pleito. Aliás, tu sabes muito bem o que ocorreu, pois tivestes participação efetiva e ativa na mesma, como militante político que sempre fostes.

    Rômulo, a eleição para Vereador é um tanto quanto complicada, pois, a proporcionalidade de votos pode ensejar que, com 22 mil votos, um partido possa atingir sete vereadores, basta tão somente
    que os pequenos não atinjam um consciente eleitoral. A conjunção da fórmula é complexa. Estou torcendo para que todosos pequenos façam cinco mil votos, pois assim teremos uma composição do legislativo com várias tendências partidárias.

  3. Débora S. Says:

    “(…)ou seja…” Tudo como dantes no quartel de abrantes… Já disse aos meus alunos para irem se agasalhando como podem, pois ao que parece a jaqueta vai demorar… Eles perguntam para mim “quando a jaqueta vai chegar” . Como se eu soubesse…será que quem está à frente deste processo ( da organização da distribuiçao dos uniformes) sabe?

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