“Níkolas Reis e o comando de Itajaí nos próximos quatro anos”

[tweetmeme source=”romulomafra” only_single=false]O Leviatã, aquele monstro pintado por Thomas Hobbes, certamente pode ser mal, e certamente pode ser bom. Mas o Estado, ou a administração pública, estes gigantes, são máquinas que funcionam pela sua própria natureza.

É verdade que o líder tem participação fundamental, porque domina o leme, porque dá a direção. Mas a regra não é exatamente cartesiana. Isso porque a liderança deve ser exercida a partir do que emana do consciente coletivo, da vontade coletiva, expressa nos discursos e palavras, ou na simples manifestação do pensamento popular.

Essa consciência, essa ética que o povo reclama, não é possível se repercutir no governo do meu principal adversário, pela razão elementar de que todo o fisiologismo, todo o conflito de poder, e tudo de retrógrado está sob a sua tutela, buscando, tão somente, a manutenção de espaços de poder, sem compromisso com programas e resultados objetivos para o desenvolvimento da nossa democracia, da nossa sociedade e da nossa economia. A tendência inequívoca é de a máquina inchar.

Dito isto, com muita serenidade, tranquilidade e ênfase, afirmo: Estou preparado para governar Itajaí! Consciente, inclusive, de que estar preparado significa contar com apoio político, e com uma equipe integrada com o meu direcionamento e com o que se quer para o futuro da cidade.

Assim, as participações do PT, do PCdoB e do PTN, bem como a indicação da vice Sara Ternes, garantem certa tranquilidade de que, do ponto de vista macro da gestão, o barco navegará pelo melhor caminho.

A busca do apoio político necessário para garantir as ações de governo, por imposição do sistema político brasileiro, se dará na relação com o parlamento e os partidos que alcançarem cadeiras na Câmara, como também no relacionamento com o Poder Judiciário e com a imprensa. Mas, sobretudo, com a sociedade e com a própria máquina pública.

Com a sociedade, porque ela requer interessante urgência para que as coisas melhorem, e que o Estado deixe de ser inerte e negligente da sua participação. Utilizaremos das entidades da sociedade civil, das universidades e do seu próprio seio, quadros qualificados a promoverem mudanças e avanços, fomentando a formação de lideranças dispostas a construir a cidade do futuro, e que hoje tem dificuldades de realizarem a partir dos partidos políticos. Itajaí tem cidadãos preparados, e escolhê-los é o desafio que teremos para formar um governo forte e comprometido com o progresso.

O Programa de Aceleração da Cidade, o PAC – Cidade, que anunciarei já no primeiro dia de governo, terá como meta o resgate da nossa capacidade de investimentos, o que envolve prefeitura, Porto e Semasa. O choque de gestão atacará a estrutura administrativa, especialmente sua relação com pessoal, promovendo um novo paradigma de gestão, que privilegiará o servidor efetivo.

Neste sentido, deve-se ressaltar que as ações do PAC – Cidade consideram Itajaí não somente como um município em si, mas como um município localizado no que chamamos A Grande Esquina do Estado, em razão de estarmos localizados no entroncamento de dois Mega Vetores, o fluxo da Produção Norte-Sul, que é a BR 101, e o fluxo de Importação e Exportação representado na dinâmica Leste-Oeste. Tudo isso se cruza sobre Itajaí, e é nessa dimensão que entendemos a nossa realidade.

No sentido ainda, do sistema de gestão e sua relação com o funcionalismo, devo dizer que a ocupação de grande parte dos cargos se dará a partir do critério técnico, alçados da própria estrutura funcional do município, homenageando o trabalho daqueles que dedicam a vida ao setor público, e carregam o piano independente de quem seja o prefeito de plantão. É o que dará legitimidade ao governo em todos os aspectos.

No mais, a história nos dá respostas, porque a visão de que é necessário um volume imenso de partidos para garantir eleição e governabilidade é falsa, ou parcialmente falsa, e atende aos interesses dos partidos volantes, fisiológicos, e não da sociedade. Até a última década as composições eleitorais eram restritas a um número reduzido de partidos, e nem por isso o candidato eleito tinha problemas com seu governo. Ao contrário, detinha muito mais poder sobre as decisões e muito mais agilidade nas ações, na medida em que a satisfação que devia se direcionava a poucos grupos políticos, e muito mais à sociedade.

Objetivamente, a resposta é uma só: Vou governar com a cidade, com sua intelectualidade e com o seu povo, e serei muito melhor prefeito se for assim, porque Itajaí dará um salto qualitativo ao romper com este modelo arcaico de fazer política, e promoverá transformações inimagináveis na sua infraestrutura urbana, na economia e na área social, caminhando para o resgate da Era que se perdeu, onde a caneta do prefeito assinava obras e desenvolvimento, e onde o protagonismo político nos permitia ser determinantes nas decisões dos governos do estado e federal.

Convido-os a construir comigo este novo tempo…

Att.
Níkolas

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7 Respostas to ““Níkolas Reis e o comando de Itajaí nos próximos quatro anos””

  1. Ricardo Erick Rebêlo Says:

    Tem site com origem?

  2. Luke Solen Says:

    O que ele quer dizer com modelo de gestão que privilegiará o servidor efetivo? Vai aumentar o salário e os benefícios dessa turma? Vai realizar concursos para suprir os cargos técnicos de efetivos, ao invés de comissionados? Ou ambos? Se for concurso, não confio. Quando o Felipe Damo era secretário de Comunicação, no primeiro governo petista, disse a mesma coisa, e não vi concurso até hoje – passou Volnei, passou Jandir e nada. A prefeitura continua lotada de “chegados”, e acho que se o prefeito for o Nikolas ou o Deodato será a mesma coisa.

    • Rômulo Mafra Says:

      Luke, EU entrei na prefeitura via concurso no ÚNICO concurso público geral que teve na prefeitura nos últimos OITO anos, e foi no governo do PT (2007). Pergunte qual o déficit de funcionários públicos, como Jandir inchou com mais comissionados. Pergunte, mas, não espere uma resposta…
      Portanto, não é verdade que o governo do PT não fez concursos… já o Jandir, não posso dizer o mesmo…

      • Luke Solen Says:

        O PT fez concurso da mesma maneira que o Jandir faz. Contrata um tanto aqui, um tanto ali, mas a impressão é que sempre sobram MUITOS comissionados. Parece até que fazem questão de deixar esses cargos de fora, pra arranjar para os chegados, enquanto eu acho que, se há vagas, deviam fazer um mega concurso duma vez, deixando um mínimo de comissionados. Aqui em Itajaí, só não reclamo de Câmara e Semasa, que promovem concursos regulamente para se prover de efetivos.

        • Rômulo Mafra Says:

          Não, Luke, não é a mesma coisa. Repito, em 2006 a prefeitura de Itajaí (Volnei Morastoni) realizou o único concurso geral pra prefeitura. Único nos últimos OITO anos. Jandir, nesta gestão, realizou, é claro, alguns concurso, mas nenhum tão grande como o de 2006 (o concurso foi em 2006, mas entrei no começo de 2007). Só pra citar um exemplo, hoje, faltam motoristas na prefeitura, já que, dos cerca de mais de 50 que entraram em 2007, muitos já saíram (por doença, por mudança de cidade, por falecimento, aposentaria dos antigos etc. etc.). Isso só pra ficar nos motoristas. Até abriram umas dez vagas no ano passado pra motorista, mas, a prefeitura e a cidade vem crescendo, portanto, MUITOS comissionados estão atuando como motorista em Itajaí.

          • Luke Solen Says:

            Não estou criticando o tamanho dos concursos, mas os critérios deles. Nesse concurso geral que o PT realizou, por exemplo, não havia vaga para assessores de imprensa (minha área, por sinal), mas a prefeitura e as secretarias tinham vários. Não tinha vaga para contabilista. Tinha 10 vagas para Técnico Administrativo, mas depois que esse pessoal tomou posse ainda tinha gente comissionada (amigos meus, inclusive) trabalhando como Técnico Administrativo. Você tem justificativa pra isso? E no governo Jandir é a mesma coisa. Como você falou, precisa 30 motoristas (exemplo), mas fizeram concurso pra 10, o resto é comissionado. O correto não seria fazer concurso pra 30? Por que eu devo acreditar que agora, quem quer que seja eleito, fará diferente? Me parece que isso faz parte do sistema, apesar de ser imoral.

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