“Mundos Perdidos de 2001”

estou lendo, com voracidade enorme, o livro “Mundos Perdidos de 2001“, do escritor Arthur C. Clarke, que fala sobre o livro “2001 — Uma Odisseia no Espaço” e o próprio filme, no qual Arthur foi peça importante, já que escreveu o livro praticamente durante as filmagens, a pedido do diretor Stanley Kubrick. no livro aparece, inclusive, um resumido diário das filmagens, pelo autor da obra; uma das partes mais interessantes é como foi feita a cena mais famosa, a do homem-macaco descobrindo a primeira arma e, na cena, a transição mais longa do cinema, onde numa tomada, pulamos milhões de anos. a cena foi feita numa “bobiça” do próprio Kubrick, quase sem querer.
2001-monolitoalém destas boas histórias sobre as filmagens (e o nascimento da história toda), Clarke também adicionou alguns contos que deram origem ao argumento do livro/filme. e, pasmem, todos, já existiam muito antes das filmagens, que terminaram no fim dos anos 1960. um dos mais interessantes, é o “O Observador da Lua”, que é o da cena da transição, mas que no conto original, é muito mais interessante. na verdade, a história é totalmente diferente, e mostra um pesquisador extraterrestre que chega à Terra durante o Plioceno (de 2 a 5 milhões de anos atrás) e começa a estudar um grupo de hominídeos  um deles, o Moonwatcher, ou Observador da Lua (pois quando o viu, ele, diferentemente de todos os outros, estava admirando a Lua). mas, claro, não vou ficar aqui contando a história toda. 🙂
ou seja, isso tudo só mostra o quão Arthur estava a frente de seu tempo, pra ficar num clichê, como ele estava se antecipando a assuntos que só seriam usuais décadas depois.

ah, um fato interessante: segundo Clarke, o filme não levou um Oscar porque o pessoal de Hollywood achou que os macacos (da famosa cena inicial) usados no filme fossem realmente macacos. e não eram.

ah de novo: o nome HAL, o computador do filme, não é, segundo o próprio Clarke diz no livro, uma referência à empresa IBM, como se sugeriu à época (e, até hoje, é espalhado pela internet). foi só uma grande coincidência e era apenas uma sigla de algo que agora não lembro mais. porém, o boato foi mais forte que este pouco conhecido livro de Clarke (o que tenho em mãos é uma edição brasileira de 1973).

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