“Belarus, a última das repúblicas soviéticas”

essa eu não sabia. um país onde ainda o regime soviético persiste e, pasmem (eheheh), o país vai de vento em popa, sem crise, sem tanto problemas como todo o resto a sua volta! mas, claro, esse país (que é quase do tamanho da Polônia, e fica ao lado da mesma) é escondido do resto do mundo, pois, vai que descubram que o modelo (baseado no) socialista soviético está dando certo e, os países que abandonaram a ex-União Soviética estão caindo aos pedaços, né?
para ler o artigo na íntegra, clique aqui:

Lênin continua lá!!

Lênin continua lá em Minsk, capital da Bielo Rússia!!

Bielorrússia, uma pequena República que faz divisa com a parte ocidental e européia da Rússia. Quase não é lembrada pelo mundo, quando é, é para ser taxada pela conservadoríssima União Européia e pelo imperialista Estados Unidos como a “última ditadura da Europa”. Engraçado é que nem os movimentos progressistas e comunistas de todo o mundo se lembram dela. Há um vácuo em relação a informações sobre esta nação, um vácuo que é esparsamente ocupado apenas pela propaganda direitista, que nutre um ódio profundo contra o regime igualitarista do Presidente Alexander Lukashenko.

Lukashenko foi eleito primeiramente em 1994, pela considerável votação de 80% da população. Isto porque suas propostas eram muito próximas do sistema socialista soviético, que gozava de grande popularidade entre os cidadãos – como mostra o referendo feito na URSS em 1991, mais de 70% da população defendia a continuidade do país socialista. Lukashenko defendia uma nação orientada para o bem-estar social do povo, e não para o enriquecimento da burguesia. As características mais proeminentes do sistema soviético eram mantidas em suas propostas, como toda a gama de serviços públicos eficientes, modernos e voltados para a população (entre eles, o sistema educacional, o sistema de saúde, de transportes, de segurança, etc.), a economia fortemente nacionalizada e estatal, além da manutenção de parte da cultura e das tradições soviéticas.

Firmemente fiel aos seus princípios, o Presidente Lukashenko pôs em prática suas propostas e o resultado foi um enorme contraste em relação as outras ex-Repúblicas socialistas: progresso. Enquanto Rússia, Ucrânia e outras chafurdavam na miséria após as criminosas privatizações das riquezas populares (resultando em milhões de mortes por falta de recursos e infra-estrutura pública que desse assitência aos cidadãos), a Bielorrúsia se desenvolvia a passos largos, com a economia crescendo, em média, de 5% a 10% ao ano. A taxa de analfabetismo foi mantida nos baixíssimos padrões soviéticos (0,3%) e o desemprego encontra-se abaixo de 1%. Outro índice interessante é que a diferença do maior para o menor salário é de 5 vezes apenas.

É notável a proximidade do atual regime Bielorrusso com a antiga República Soviética, com a devida diferença de que ele não é um Estado socialista por completo. Existem várias empresas privadas (cerca de 47% da população é empregada por empresas privadas) e, portanto, uma classe burguesa. No entanto, ela não é favorecida pelo governo, que mantém suas metas voltadas ao desenvolvimento social de seu povo.
(…)

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Uma resposta to ““Belarus, a última das repúblicas soviéticas””

  1. Cristiano Says:

    Fascinante tua apreciação, de acordo.

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