Secretaria de Obras de Itajaí pode ter cometido grave crime ambiental

e o que se vê na imprensa, é praticamente nada. uma notinha no televisivo lá, provavelmente uma outra numa rádio ali, e uma matéria no Diarinho que pegou a denúncia da moradora do local, feita ontem pelo Facebook.

crime ambiental itajaiessa é a nossa Itajaí. totalmente dominada por um grupo político que se instalou no poder e fez/faz das tripas (regatas) coração pra “convencer” a mídia de que ela era a salvadora da cidade e de que não adianta criticar (mesmo que com embasamento) o santo prefeito sorridente.
é verdade que com isso salvou muitos jornalecos que ainda estão por aí sabe-se lá por quais motivos.
abaixo, trecho da matéria do Diarinho que ainda está na página aberta do jornal.
o mais interessante é que os funcionários da prefeitura dizem que seguiam ordens do empresário dono do terreno e que o secretário da pasta não sabia de nada:

Um trator da prefa peixeira foi flagrado, na manhã de ontem, derrubando árvores em um terreno particular na rua Cecília Brandão, no bairro Fazenda, em Itajaí. Além de detonar a vegetação do local, a peãozada mudou o curso d’água de uma nascente. De acordo com o secretário de Obras, a solicitação pra desgraça teria sido feita por alguém ligado ao terreno, que seria da construtora Mendes Sibara. Já a construtora diz que não sabia de nada e que quer manter a mata preservada.
A moradora Zilma Paiva Veiga, 56 anos, conta que a área era toda verdinha, cheia de árvores, mas que as máquinas da prefa detonaram tudo, transformando o local num lamaçal. “Tinha um buracão, aí eles empurraram tudo o que tinham derrubado lá pra dentro, tamparam e foram embora”, conta.
Moacir Kienast, que morou 23 anos na rua, mal reconheceu o lugar. “Tinha uma baita árvore aqui no meio e o mato era alto. Lá atrás tem até cascata”, conta. Segundo ele, antes da desgraceira havia até uma lagoa, onde o pessoal costumava pescar. Na lateral do terreno, o cara lembra que tinha um curso d’água. Os moradores contam que os funcionários da secretaria de Obras fecharam a passagem natural da água e abriram uma vala no meio do terreno.
Os moradores contam que no centro do terreno tinha uma árvore bem antigona. Ela foi destruída pelo trator e enterrada ali mesmo. Depois, o maquinário teria passado por cima dela várias vezes.
A superintendente da fundação Municipal do Meio Ambiente (Famai), Rogéria Santos de Gregório, informa que não havia autorização pra derrubada de árvores no local. Ela garante que o dono será multado e terá que fazer o replantio da vegetação destruída. Rogéria ficou dicara com o que viu. “Tinha um curso d’água que passava aqui”, diz.

Três crimes numa tacada só
O doutor em Ciências Naturais da Univali, Paulo Ricardo Schwingel, garante que a retirada da mata ciliar que cobria o canal de água e a mudança no curso natural sem estudo de impacto ambiental são dois crimes ambientais graves. Mas o pior de todos foi a retirada de pés de palmito, uma planta nativa, causando um crime inafiançável. Paulo diz que se não fizerem um projeto de recuperação, a coisa vai ficar feia por conta da erosão. “Na primeira chuvarada, a água vai entupir todo o sistema de esgoto nas ruas próximas”, diz.

Secretário diz que não sabia de nada
Acompanhado pelos funcionários da Famai, o abobrão interino de Obras foi conferir o estrago e garante que não sabia os motivos que levaram a peãozada a rapar a mata. “O que nós fazemos é o programa pra limpeza de vala, mas não pra fazer uma coisa dessas”, explica Marcelo Schlickman (…).

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