O outro lado

eu tenho certeza que a maioria que tem xingado o Genoíno e Dirceu e PT nas redes sociais, e se inclui aí muitos jornalistas, não só nas redes, mas como também em suas matérias e falas, não ouviram o outro lado. não perderam alguns poucos minutos pra ouvir realmente o que tem a dizer os acusados/linchados. então, aqui, se não quiseres “perder tempo” ouvindo a cerca de meia hora de entrevista e fala do José Dirceu somente sobre o caso do Mensalão, dá uma lidinha nestes trechos importantíssimos que separei. e preste bastante atenção ao segundo trecho, de suma importância mesmo, que demonstra uma parte de que o julgamento foi e É político, apesar do que tentam dizer seus detratores, pela mídia e pelas redes sociais — já na terceira parte, a demonstração das falsidades cometidas no julgamento em si, provando que o que foi “provado” (através do Domínio de Fato), bem, não foi provado. mas prestem atenção e leiam. se acham que ele mente, olha, se estivesse mentido, creio que isso seria capa dos jornais, quando destes depoimentos numa palestra. o vídeo está lá embaixo destes trechos que separei:

mensalao ze dirceu“(…) Os réus não tinham foro privilegiado, e não foi obedecido o princípio da dupla juridição (…) Na verdade, a presunção da inocência não foi respeitada desde o início das denúncias, das supostas denúncias. (…) Não é que não há provas, as provas eu contraditei, o que não é crime. Eu sou inocente. (…) Não houve contraditório nos meios de comunicação (…).

“No Brasil, os parlamentares quando licenciados não tinham imunidade, portanto, não podiam ser processados no Supremo [STF] quando cometiam, por exemplo, crime de calúnia; eles eram processado pelo juízo natural. Deputado licenciado, se não tem imunidade, não pode quebrar o decoro. Eu bati às portas do Supremo quando a Câmara dos Deputados recebeu a representação do PTB para me processar por quebra do decoro, por ter chefiado o Mensalão; perdi por 7 a 4; uma jurisprudência de 3 décadas foi desmontada, ali começou o que terminou o que foi bem descrito aqui.
Mas na tradição da Câmara, quando um partido retirava a representação, arquivava-se, encerrava-se o processo; o PTB retirou a representação que foi feita contra mim; continuou-se o processo na Comissão de Ética. Mas o julgamento já tinha sido feito pela imprensa, nós já estávamos condenados, já éramos culpados, o Mensalão já era uma verdade. O Roberto Jefferson foi cassado porque não provou que existia o Mensalão, e fez uma acusação gravíssima a um poder da República: que os deputados vendiam os votos pra aprovar os projetos do governo. Mas eu fui cassado porque existia o Mensalão e eu era o chefe. Isso está no relatório aprovado pela maioria da Câmara para cassar Roberto Jefferson e me cassar. (…)

“O absurdo de toda essa acusação, de todo esse processo é tal, que como não podiam acusar os deputados do PT de corrupção passiva, ou seja, que receberam dinheiro pra votar, porque eles eram do PT, acusaram de lavagem de dinheiro. Como não havia como sustentar essa acusação, ELES FORAM ABSOLVIDOS. O João Paulo Cunha, para condená-lo, ligaram o recebimento de recursos para a campanha eleitoral a uma licitação: a contratação de uma das empresas do Marcos Valério para prestar serviços à Câmara, SERVIÇOS TODOS PRESTADOS E COMPROVADOS.
E aí como é dinheiro público, orçamento da Câmara, acusaram ele de peculato duas vezes, o Supremo não aceitou uma de peculato, aceitou a outra, e aceitou por 6 a 5 a lavagem de dinheiro.
Todo o processo dependia da acusação que havia dinheiro público que foi usado para comprar parlamentares pra votar projetos do governo.
Porque aí se caracterizava o processo, realmente, de um crime contra os poderes da República, e um crime contra a democracia.
Mas não há dinheiro público. Dizer que o dinheiro da Visanet é público, é o mesmo que dizer que quem deve pra Visanet está inscrito na dívida ativa da União.
O dinheiro da Visanet vem de 0,1% que é cobrado de cada movimento bancário via cartão de crédito, do cidadão inscrito na bandeira da Visanet por um dos bancos, seja Bradesco, Itaú ou Banco do Brasil faz. (…) Não houve desvio, está provado nos autos (…).”Portanto, para por de pé a gravíssima, “o maior crime de corrupção da história do Brasil”, o que aconteceu que as empresas do Marcos Valério fizeram empréstimo nos bancos, deram garantias, estes empréstimos são legais, tão inscritos, tão autorizados, passaram pelo Banco Central, passaram pelo Coaf, pelos valores, e estes recursos, as empresas passaram para o PT, pois o que é FINANCIAMENTO DE CAMPANHA.

NÃO HÁ UMA TESTEMUNHA, DAS MAIS DE 600, QUE DIGA QUE HOUVE COMPRA DE VOTO. Não há base na acusação de compra de votos, como não há base para a acusação de dinheiro público. (…)”

http://www.youtube.com/watch?v=Ji3fCOor0yA

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7 Respostas to “O outro lado”

  1. Cleber Says:

    Estude Direito se quiser opinar sobre o caso!
    Sinceramente, você não entende nada de Direito.
    E aceita qualquer argumento.

    • Rômulo Mafra Says:

      Posso falar a mesma coisa pros que criticam aos montes nas redes sociais, então? Eu não estou aceitando qualquer argumento, eu estou postando O OUTRO LADO, caso conheças o que é isso. E o Direito, meu caro, sempre serviu à burguesia, então, não preciso conhecer o Direito, preciso saber se parece que há algo estranho para, oras, achar algo estranho.

  2. douglas Says:

    Sinceramente, concordo com seus comentários, a respeito de coisas erradas que acontecem na administração pública, principalmente em Itajaí, mas pelo amor de deus, você não pode ser tão bitolado a respeito do PT, gosto do partido dos trabalhadores, mas, quando ocorre algo de errado, temos que ter consciência disto! esses caras que foram condenados jogaram a imagem do PT no lixo, e na verdade são bandidos. Caro amigo, você é um cara inteligente, que preza pela honestidade, quando você defende esta corja, infelizmente prejudica sua imagem junto aqueles que compartilham com seus pensamentos.

    Justificar seus erros apontando os erros dos outros, é provar que você é igual aos que você criticava.

    Vamos lutar por coisas melhores, direitos mas sem esquecer das obrigações, como homens públicos, temos que lutar pelo bem público, e não pelo particular.

    • Rômulo Mafra Says:

      Douglas, me desculpe, mas neste post não vi “erros dos outros sendo apontados”, a não ser a própria defesa do José Dirceu sobre os fatos. É a versão dele. Leste? Discordas completamente do que ele está falando? E se o que ele está falando for verdade, e aí? Mas, leste mesmo?

      • douglas Says:

        quando me referia a erros dos outros, não me referi a esta mensagem, mas sim, aos outros pronunciamentos dos condenados, quando alegavam que já acontecia aqueles fatos antes, quanto ao lado dele, sim li, e claro que nunca vai assumir a culpa!

        • Rômulo Mafra Says:

          Ah sim, aí sim. Mas, realmente, o que os condenados alegam, e eles demonstram pelas provas (ou pela falta de provas da acusação), é que era Caixa 2, e, isso continua sendo usual inclusive nos dias de hoje.
          Mas, mesmo assim, não te deixa com a pulga atrás da orelha? Talvez até sejam culpados, e creio que alguns o são pelo Caixa 2, mas, o resto?

  3. douglas Says:

    infelizmente estas coisas são usuais, e fica evidente muito claro em Itajaí, com a tropa de elite (bellini).

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