Neste sábado, Ato de Repúdio ao Golpe de 64, em Itajaí

minha coluna desta semana no jornal Sem Censura! e, não esqueçam, compareçam no Ato de Repúdio ao Golpe de 64, a partir das 9h, na frente da Matriz. após o evento, um show, já lá na Praça Vidal Ramos, com os músicos Felipe Dias e Diego Simas, tocando músicas da época da Ditadura:

repudio ao golpeÉ praticamente impossível fugir deste assunto na última coluna deste já outonal mês de março, pois, no dia 1º de abril o Brasil relembra os fatídicos 50 anos do golpe militar – que afundou o país em 21 anos de atraso, não só mental e físico, como também um atraso financeiro que nos afeta até os dias atuais da segunda década do terceiro milênio. E isso, infelizmente, é até motivo de surpresa pra muitos que acreditam piamente que tivemos, durante a Ditadura Civil-Militar um belo crescimento econômico, o que é uma mentira tão deslavada quanto a de que o Golpe Militar aconteceu no 31 de março, e não no Dia da Mentira, 1º de abril; foi neste dia que o presidente DEMOCRATICAMENTE no poder, João Goulart, foi deposto por militares, em 1964.
Isso, é claro, sem contar que foi nesta época que o desmatamento da Amazônia começou a ficar gritante, inclusive, com o extermínio de índios acontecendo em grande escala. Já a saúde, no falido INPS, era tão ruim, que 98% da população brasileira não tinha acesso à saúde gratuita!
Aí gritam alguns (poucos) saudosistas da Ditadura, mas a educação era boa! Ah, sim, uma educação restritiva, com alto controle de informações (eu conheci o “regime militar”, não lembro de ter estudado sobre um Golpe Militar, ou sobre Ditadura no meu tempo de escola), e, claro, o total abandono das escolas públicas, deixando as privadas “tomarem o poder”, o que se reflete ainda hoje.
A corrupção era outra que corria solta com os excelentíssimos militares (e civis, é claro), já que não havia o menor controle por parte de ninguém dos gigantescos desvios de dinheiro que aconteceram, principalmente em grandes obras, como a Transamazônica, Itaipu ou a Ferrovia do Aço. E ai de quem ousasse denunciar alguma coisa! Poderia acabar nos porões do DOPS, onde, provavelmente, sairia, no mínimo, sem nunca mais falar nada contra os poderosos militares.
E as desigualdades? Como se saíram? Pior ainda: “Entre 1970 e 1990, o número de pobres no Nordeste aumentou de 19,4 milhões para 23,7 milhões, e sua participação no total de pobres do país subiu de 43% para 53%”, segundo o o doutor em economia regional Cícero Péricles Carvalho, professor da Universidade Federal de Alagoas. Isso sem contar os milhões de mortos pela fome no Nordeste, coisa para o qual os militares nunca deram muita bola, pelo jeito.

Divulgação 64 - CORRIGIDAOutra engabelação dos que defendem (???) os militares no poder, foi a de que o Brasil cresceu. Sim, os números até demonstram algo assim, porém, essa riqueza NÃO FOI REPARTIDA com o POVO. Ficou na mão de poucos, inclusive, muitos empresários e mega-empresários das transnacionais, que nunca ganharam tanto dinheiro como antes.
Os 10% dos mais ricos detinham 38% da renda em 1960. Em 1980, o abismo aumentara ainda mais: estes 10% passaram a ter 51% das riquezas do Brasil!!!! Sem contar que o salário mínimo, em 1974, tinha o poder de compra da METADE do que em 1960!!
E aí está um dos pilares da Ditadura Militar, que, conseguiu fazer o país “crescer” (o “Milagre Brasileiro”, apoiado pelos Estados Unidos, que ganhou muuuito dinheiro com esse períogo obscuro da nossa História): muitos ganhando menos, e poucos ganhando cada vez mais, que também é um dos pilares do Capitalismo, seguido a risca pelos militares e seus apoiadores civis.

É por estas e muitas outras (nem se se aprofundou aqui as torturas, mortes, assassinatos, prisões ilegais, falta de liberdades políticas e de expressão e de imprensa, enfim, o fatos mais conhecidos da Ditadura Civil-Militar brasileira), que neste sábado, em Itajaí e em muitas cidades brasileiras, acontecerão estes ATOS DE REPÚDIO AO GOLPE, para relembrarmos um tempo que nunca pode ser esquecido, para que não cheguemos nem próximo de algo assim acontecer. O ato começará a partir das 9h, em frente à igreja católica Matriz, e depois seguirá pela Hercílio Luz. Mais informações: http://www.facebook.com/AI5nuncamais

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