E lá se foi a Fábrica de Papel pro chão

da minha coluna no Sem Censura da semana passada:

“Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam.” Platão

fabrica de papelE dá pra não pensar que o atual governo tem sua enorme parcela de culpa? Sim, tem, o próprio prefeito, semanas atrás, falava, se não me engano, que não havia dinheiro (???) pra poder salvar um pouco do patrimônio histórico da cidade, sem esquecer, também, dos próprios prédios públicos como aquele lá perto do Ferry-Boat, o prédio que fora da fiscalização do Porto de Itajaí, abandonado e que recebeu ordens judiciais para que tivesse seu restauro iniciado (até agora, o que se vê, é o vergonhoso abandono por parte do poder municipal)! Aí imaginem, uma cidade como Itajaí, com um orçamento de cerca de 1 bilhão de reais, segunda arrecadação estadual, e, claro, num governo que é comandado pelas cabeças da Direita de Santa Catarina (pelo inominável senhor G., aquele que adora processar que o cita, juntamente com a famosa famiglia (ou seria do alemão, familie) que irá eleger num cargo legislativo federal mais um dos seus, mantendo a linhagem de onde eles nunca saíram, praticamente), não tem dinheiro pra proteger o patrimônio histórico da cidade!! Alguma novidade? Pra mim e pra quem lê a política local, nenhuma, isso já é fato desde que se elegeram, aliás, isso é fato desde que existe a Direita no mundo, ou, os conservadores (que não conservam a história, o que é, de certo modo, um contrasenso etimológico, pelo menos), e é este “povo” que domina nosso estado catarina desde sempre. Porém, como nos “ensinam” na grande mídia e pelas redes sociais, “não existe mais lado”, a direita e a esquerda são iguais. Aham. E muita gente “estudada” cai nessa, exatamente como a Direita quer, pois, onde já se viu, é quase uma raridade alguém se assumir de Direita no mundo.
Mas voltemos ao patrimônio histórico destruído de Itajaí. E voltemos ao tal prédio do Porto, esse sim, de responsabilidade do município e que foi (in)devidamente abandonado pela gestão Bellini, e que, agora, sofre pra conseguir, mesmo através da Justiça, que haja um restauro decente e que seja usado para algum fim. O que se sabe lá de dentro é o que o pessoal que manda no Porto (o senhor G., dizem, manda e desmanda lá dentro, mas, claro, não tem cargo, não tem salário – ahahahah –, enfim, uma típica eminência parda, exatamente como gosta o povo da Direita local) só tá esperando cair o casarão pra poder ocupar o espaço para o próprio Porto, pois, oras, quem em Itajaí quer saber de patrimônio, de História, né? O importante é lucrar, aumentar a produtividade, crescer, progre$$o, seja ao custo que seja! E, enquanto isso, o itajaiense segue votando praticamente nos mesmos, elegendo a mesma turma que quase sempre, com raras exceções, manda na política local e na política estadual. A nós, meros mortais que gostam de política, resta lutar e esperar que esta luta surta efeito daqui alguns anos, e que as pessoas tomem consciência de que ser “apartidário” ou “apolítico” só ajuda a piorar a situação, a degradar nossa vida em vários níveis, inclusive, no apagar da nossa própria História.

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