“Nunca se roubou tão pouco no Brasil!”

Esse é o título de um artigo escrito por um, oras vejam, TUCANO de alta estirpe, dono da Semco Partners, e que, claro, não terá grande repercussão no resto da mídia que entende que deve aproveitar o máximo para sangrar o governo Dilma na limpa que está sendo feita na Petrobras (reforçando que esta limpa é de algo que vem acontecendo há décadas, apesar de estar sendo passado para o público como uma “criação do PT”, que, “como todos sabem, inventou a corrupção no Brasil” – sim, estas aspas contém ironia), porém, antes de começar, queria lembrar que na coluna da semana passada, disse que a Guarda Armada de Itajaí custaria cinco milhões de reais por ano. Ledo engano. Segundo tudo indica, custará mais ou menos 15 milhões de reais ao ano, para termos umas poucas dezenas de guardas vigiando a parte central da cidade (e uma ou outra rua principal dos bairros). Mas, voltemos a grande ação de limpeza da corrupção que está acontecendo na Petrobras (não era o que todos queriam?, ou queriam acabar com a corrupção simplesmente sem saber que ela existia, sem que se puna quem se deve punir?), e o artigo do empresário filiado ao PSDB Ricardo Semler, que deixa bem claro como era antes, e como está agora. Coxinhas, cuidado, os trechos a seguir, vão deixá-los furiosos (os negritos são meus):

“Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito. Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. (…) Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos ‘cochons des dix pour cent’, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas. Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão – cem vezes mais do que o caso Petrobras – pelos empresários? Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse? (…) Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país. É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo. Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito. A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas. O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras. (…)Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido. (…)”. Quer ler o artigo completo? Aqui: http://naofo.de/238o

da minha coluna do Sem Censura

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