A celeuma das mudanças na eleição do Conselho Tutelar de Itajaí

Antes de começar a coluna, não vou me abster de responder ao meu colega de coluna, João Martins, que me perguntou por que o PT não organiza uma manifestação pró-Dilma em Itajaí? Oras, em Itajaí, como todos sabemos, Dilma perdeu e com uma margem enorme de diferença contra Aécio. Só isso já responderia, não? Foi tão fácil que nem teve graça responder, né? Ah sim, já em outras cidades maiores, capitais, onde aconteceram as manifestações do dia 13, como viste na mídia (que tentou esconder), foram muitos milhares, certo? O choro, é sempre livre. Já as ofensas publicadas na última edição contra filiados ao PT, como eu, por exemplo, acho triste que um jornal tenha de chegar a este ponto — e reproduzir discursos de ódio como publicado na última edição —, ou o próprio colunista, mas, como o nome aqui é “Sem Censura”, fazer o que, né? Porém, não terão este “prazer” da minha parte. Continuarei defendendo minhas ideias, opiniões, ideologias, sem ter de descer o nível como tentam muitos pelas redes sociais.

Voltando à coluna, impossível não comentar os acontecimentos desta quinta-feira, durante a 13ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Itajaí. É que, finalmente, ia ser votada as mudanças na eleição para o Conselho Tutelar de Itajaí, que foi alvo aqui na minha coluna na 4ª edição do Sem Censura. Destaque para as óbvias intervenções dos vereadores que têm interesses pessoais na eleição do CT (eles não querem o fim da reserva de vagas, que só acontece em Itajaí, na região, que é a destinação de vagas para advogados, pedagogos psicólogos para o CT, que denota óbvia reserva classista, inclusive, pois os mesmos conselheiros NÃO PODEM exercer suas funções enquanto conselheiros), que acabaram em um forte bate-boca e suspensão da sessão. Na defesa das mudanças, o vereador Fernando (PP), Giovani (PT) e Calinho (PP), entre outros. Aliás, segundo tudo indica, o vereador líder do governo pediu vistas (ou seja, o tema será votado nesta semana*) pois estaria empatado em dez a dez, e o presidente da CVI não queria dar o Voto de Minerva.

Além disso tudo, um outro bate-boca, que foi entre este que vos escreve e o padrasto de um dos vereadores, que tem a mãe como conselheira tutelar também. O mesmo, aos gritos, disse que eu deveria ficar quieto pois sou petista! Isso mesmo! Ele tentou me calar por eu ser filiado a um partido!! Seria o mesmo que dizer a um religioso, num evento ecumênico, por exemplo, que se calasse porque o outro não gosta da sua religião! Incrível o ponto que chegamos, o ódio exacerbado por um partido político (e o João Martins ainda queria que fossemos para as ruas naquele dia da manifestação do dia 15???), o básico fascismo, que tenta proibir uma ideologia de manifestação, inclusive, muito visto nas redes sociais ultimamente. Termino com a frase do jurista Pedro Serrano sobre este assunto: “Agredir uma pessoa que porta o símbolo de uma agremiação política [ou usa camisa vermelha] tem o mesmo sentido, para a ordem jurídico-democrática, que você agredir um homossexual, que você agredir um negro, que você agredir uma mulher pelo gênero, pela etnia, pela orientação sexual.

* como realmente não foi nem pra pauta da Câmara, pois o prefeito simplesmente decidiu não mandar o projeto mais…

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