E precisava ter greve?

precisa greveNão. Ou há outra resposta? O governo Jandir e Dalva cometeram, novamente, como em 2013, o pecado de não acreditar na possibilidade de uma greve. Em 2013, tudo bem, vínhamos de muitos e muitos e muitos anos sem uma greve na prefeitura de Itajaí, se é que houve uma. Somando a isso que o povo itajaiense, mesmo levando no lombo, sempre se mostrou quase que completamente apático, sem ação alguma, no quesito “vem pra rua”, exceto alguns grupos, geralmente da Esquerda, que sempre tentaram trazer o povo para as ruas para protestar, vide protestos contra o transporte público, do qual participei. Infelizmente, o pacato itajaiense nunca quis muito demonstrar suas indignações. Porém, em 2013, conseguimos, após forte mobilização, iniciar a primeira greve da prefeitura de Itajaí, pelo menos, nas décadas de que me lembro. E foi uma bela duma greve! Lá, como agora, basicamente, a culpa está toda no governo, que iniciou as negociações com os servidores e sindicato de forma quase autoritária, neste ano, tentando enfiar um ridículo abono de R$ 150 para todas as outras categorias que ganham acima de R$ 1.500 e mais 1%. Sim, sim, o aumento de R$ 250 oferecido às categorias abaixo dos 1.500 é muito boa, louvável, até, por parte do governo Bellini. Só que o governo tenta, numa mão ser bonzinho, porém, na outra, o malvado. Por que, oras, os outros todos servidores não deveriam ter um aumento, no mínimo, que compensasse a inflação?? Por que deveriam perder, nessa briga? Por que ganham um pouco melhor (não estou falando, é claro, dos que ganham muitíssimo bem, porém, até mesmo eles têm este direito, pois quando se fala de uma categoria, oras, é de UMA categoria que se está falando, e quem deu estes aumentos que criaram este abismo entre os servidores foi o próprio governo que, agora, estava tentando punir novamente os de baixo da pirâmide — dessa vez os não tão de baixo, mas, ainda assim, não os que ganham 10 mil reais, é claro)? Sim, o prefeito, a vice, os secretários envolvidos, sejam lá quem forem, tentaram dividir os servidores até o final. Não conseguiu. E, no fim, poderia, se tivesse no mínimo, dado como primeiro proposta a reposição salarial (em uma vez) e os 250 para quem recebe menos, ter evitado uma greve que acaba por desgastar ainda mais o governo Bellini.

(a foto é da Luana Barros)

da minha coluna desta semana no Sem Censura

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