Ainda sobre a greve…

(comentário do Davi Coelho sobre o meu texto “sou filiado, e daí?“, da semana passada, quando começaram a tentar usar minha (e de outras pessoas) filiação partidária para tentar desunir os servidores que participaram da greve dos servidores municipais de Itajaí)

Fico aqui matutando… além de todos limites como dirigente sindical essa pessoa ainda se acha na condição de emitir parecer sobre a a orientação ideológica ou partidária de um filiado ao sindicato?

sindicalista daviIsso é uma aberração e só escancara a sua incapacidade de liderança. O dirigente, quando é de fato um dirigente, deve ter a capacidade de potencializar todos segmentos da sua categoria, usar e abusar de elementos que contribuam para abrir portas, buscar soluções para alcançar os objetivos. Qualquer tática fora disso denuncia uma pequeneza e limitações de cunho pragmático.

Estou dirigente sindical, Trabalhadores Eletricitários do Vale do Itajaí, mais de 20 anos. Batalhas terríveis foram travadas contra privatização, perdas de direitos e tantas outras lutas. Ora, o nosso segredo sempre foi manter a unidade da categoria. Somos antes de tudo eletricitários, trabalhadores na busca da manutenção e ampliação de direitos.

Somos admirados pelos demais sindicatos pela nossa organização, democracia interna e principalmente nossa capacidade de apoio da base. Usamos e abusamos da política partidária. Que riqueza termos filiados que militam nos mais variadas matizes políticas. Isso nos tem aberto portas e nos salvado nos maiores momentos de crise. A categoria jamais nos condenou ou perdemos a confiança dela por isso. Ao contrário.

Poucas categorias nesse estado tem tamanha representatividade político partidária como os eletricitários. Governadores, senador, deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores foram ou são empregados da Celesc, Eletrosul, Gerasul, Tractibel. Do PMDB, PP, PT… seja lá qual for a orientação partidária. Como exemplo, do deputado federal Mauro passos do PT ao deputado Lício Mauro da Silveira do PP sempre foram intransigentes defensores da categoria e respeitadíssimos por ela.

E essa representatividade político eleitoral é vital. A posição tacanha, limitada, preconceituosa da presidente da entidade compromete significativamente a força da categoria. Um líder jamais pode ser guiada por posições pessoais. O interesse da categoria está acima, inclusive das suas convicções ou interesses pessoais.

É lamentável que uma grande categoria como a dos Servidores Públicos Municipais, com um movimento motivado e crescente se ressinta de lideranças a altura do momento.

Davi Coelho

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