Archive for the ‘literatura’ Category

Livros lidos em 2016 – o ano do Kindle!

dezembro 31, 2016

kindlee finalmente cheguei na minha anual lista dos livros lidos neste ano que termina em breve. agora, posso dizer com certeza que a minha lista aumentou um pouco mais pela facilidade de leitura pelo Kindle (no passado foram somente 13 livros, e estou terminando com 24 livros em 2016 e isso sem contar os quadrinhos!!). e admito também que consegui achar muitos livros que dificilmente conseguiria se não fosse no formato e-book! então, quem quiser aceitar o conselho, compre um Kindle! 😀

e vamos à lista:

coracao-de-aco_coverO Homem Bicentenário – Isaac Asimov
Uma Proposta Modesta – Jonathan Swift
O Universo Numa Casca de Noz – Stephen Hawking
Ubik – Philip K. Dick
Encontro com Rama – Arthur C. Clarke
Revivente – Ken Grimwood
Breviário dos Políticos – Cardeal Mazarin
Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
Jardim de Inverno – Pablo Neruda
A Cidade e A Cidade – China Miéville
A URSS e a contra-revolução de veludo – Ludo Martens
Paris é uma Festa – Ernest Hemingway
O Velho e o Mar – Ernest Hemingway
O Capital: Uma leitura popular – Carlo Cafiero
revivente_1392929284bSonho de Prata – Neil Gaiman, Michael Reaves, Mallory Reaves
O buraco na Parede – Rubem Fonseca
Nove Amanhãs – 2° Volume – Isaac Asimov
Che 20 anos depois – Flávio Koutzii, José Correa Leite
Amálgama – Rubem Fonseca
Juventude – J. M. Coetzee
A nebulosa de Andrômeda – Ivan Efremov
Coração de Aço (#1 Executores) – Brandon Sanderson
De Primatas à Astronautas – Leonard Mlodinow
EntreMundos – Neil Gaiman, Michael Reeves

e estou lendo nesta virada de ano “Star Wars – A Trilogia” de George Lucas, James Kahn, Donald F. Glut e “As Melhores Histórias de Viagens no Tempo“, coletânea de contos organizadas por Harry Turtledove e Martin H. Greenberg, com contos sobre viagens no tempo de Robert Silverberg, Arthur C. Clarke, Ray Bradbury, Ursula K. LeGuin entre outros!

pra minha lista do ano passado, clique aqui.

tabela-leitura

nessa daí fiz 160 pontos 🙂

“A Nebulosa de Andrômeda”, uma Ficção Científica peculiar

dezembro 2, 2016

asimov-primatas-a-astronautahoje terminei o livro “A Nebulosa de Andrômeda“, do soviético Ivan Efremov. O livro é interessante, apesar de ser escrito no fim dos anos 1950, descreve um futuro MUITO DIFERENTE dos seus contemporâneos, e por isso trouxe esse trecho de outro livro que estou lendo (“De Primatas a Astronautas” de Leonard Mlodinow) e que coincidentemente falava sobre um dos motivos que me levou a ler este livro do Efremov, e algo que me incomoda na maior parte da ficção científica escrita nesta época (o que abarca a maioria dos grandes clássicos do gênero), que é este pensamento de certo modo, pequeno, estas mudanças que deveriam ocorrer em sociedades tão avançadas, mas que não conseguiram, em suas literaturas, avançar em certos pontos. porém, algo que sempre me incomodava e que errei feio, em alguns livros os autores descreviam homens ainda usando bigodes grossos, o que era algo que acreditava que nunca mais voltaria à moda ahahahahahah — sério, gente, vocês que estão usando, daqui dez anos, rirão meio envergonhados de terem feito isso ehehehehe

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Um dos trechos do livro onde demonstram uma sociedade totalmente diferente do que geralmente vemos na Ficção Científica

mas, voltando à obra de Efremov, um dos pontos mais interessantes deste livro (que não recomendo muito, pois é uma leitura bem difícil, uma história que poderia se resolver na metade das páginas que foi escrita e se arrasta com um final que simplesmente não empolga, ou, deixa para uma continuação que não sei se existe), é este futuro que ele descreve, também bem diferente dos impérios humanos (ou extraterrestres) da maioria dos escritores de FC, um futuro onde o Capitalismo foi abolido e a humanidade vive um período de paz e crescimento sem par em sua História. só por este ponto, valeu a pena ler esta obra, e que queria exatamente para um projeto que estou escrevendo (que ainda não sei se será um conto, novela ou romance), um ponto de vista onde os homens não conhecem mais fronteiras, onde não há imperadores, reis, presidentes, e todos podem participar das decisões importantes para a humanidade, ou seja, um mundo comunista (apesar de nem usarem mais este termo — o termo usado é Era do Grande Circuito, que é o modo de comunicação usado entre todos os planetas habitados por raças inteligentes na Via Láctea).

homens e mulheres com direitos iguais, organização planificada, novos meios de transporte e de propulsão, automatização de centrais energéticas, o fim do “trabalho por uma vida inteira”, mudanças drásticas inclusive na forma de educar as crianças e jovens e por aí vai.

porém, é claro, Efremov também não escapa dos erros cometidos mais por desconhecimento que outra coisa. um dos mais absurdos indicados no livro é o “derretimento das calotas polares”, mas que dá pra compreender pois na época ninguém sabia muito sobre isso, porém, fica claro que não daria certo, tanto que ele indica que o nível dos mares subiria sete metros por conta desta ação (no livro, isto é feito pra controlar de vez o clima na Terra), ou seja, não levou em conta que iria ferrar com todo o mundo, todas as grandes cidades que viviam nos litorais. porém, estes pequenos “erros” valem a pena por esta sociedade tão diferente do que vemos comumente na FC, mesmo sendo um livro que acaba ficando pesado e enrolado, mas, lembrando, é um livro publicado em 1957!!

Livros lidos em 2015

dezembro 31, 2015

anais_nin_a_unica_anormalidade_ole vamos à lista dos meus livros lidos neste ano. não consegui atingir minha meta de ler todos os livros em português do escritor estadunidense Henry Miller (e da francesa Anaïs Nin — os dois eram amigos e eventualmente amantes). também acho que diminui um pouco da média de livros lidos do ano passado. mas só de livros, porque também me enveredei na leitura dos clássicos em quadrinhos da saga Star Wars (e já estou na edição de número vinte!). se não me engano, esta foi a ordem dos livros lidos em 2015:

star-warsMorte – Edição Definitiva – Neil Gaiman
Dias de Clichy – Uma Noite em New Haven
– Henry Miller
Henry Miller – Uma Vida – Robert A. Ferguson
Big Sur e as Laranjas de Hieronimous Bosch – Henry Miller
O Retrato de Dorian Gray (Edição anotada e não censurada) – Oscar Wilde
A Verdade é uma Caverna nas Montanhas Negras – Neil Gaiman
O Quarto Azul – Georges Simenon
Fogo – Diários Não Expurgados – Anaïs Nin
Sexteto – Henry Miller
Kurt Cobain – A Construção do Mito – Charles R. Cross
O Fim da Eternidade – Isaac Asimov
Eu, Robô – Isaac Asimov
Um diabo no paraíso – Henry Miller
(e, como disse, cerca de vinte edições da HQ “Star Wars Clássicos”)

neste momento, estou lendo ainda meu primeiro livro em e-livro, pelo Kindle, um aparelhinho tipo um “tablet”, feito para ler livros eletrônicos, outro livro do famoso Asimov, “O Homem Bicentenário“, e, no livro físico, “Breviário dos Políticos“, do Cardeal Mazarin. neste ano de 2016 quero continuar tentando a meta de ler tudo de Henry Miller/Anaïs Nin, e, claro, me empenhar ainda mais nas minhas leituras de ficção científica — na verdade, quero tentar publicar, finalmente, um livro meu de contos, provavelmente, em formato digital.

é isso por hoje, boa virada de ano, e até 2016!!!!

Livros lidos em 2014

dezembro 24, 2014

henry-miller-sexus-fraseentão, fechando o ano de 2014, minha média de livros lidos neste ano caiu de 23 para 19 (estou lendo ainda dois — e um não consegui finalizar), porém, consegui, até com certa facilidade, fechar a meta deste ano, que era ler a saga da Fundação, de Isaac Asimov, que é composta por sete livros! E ainda tive sorte que a editora Aleph lançou neste ano toda a série, com nova tradução, inclusive, dentro das mudanças que o próprio Asimov tinha feito na série, após juntar praticamente todos os seus livros para que se passassem num mesmo universo (entram aí também a série dos Robôs, que pretendo começar em breve).

porém, a minha meta para 2015, que já vou começar nos próximos dias, é tentar ler todos os livros — em português — de um dos meus autores estrangeiros preferidos, Henry Miller (que faria aniversário neste 26 de dezembro). acho que o último que li do escritor estadunidense foi em 2011!

então, vamos à lista dos livros lidos neste ano de 2014!

1) Onde o Diabo perdeu as Botas (Hélio Jorge Cordeiro)
2) Tesouros do Nirvana (Gillian G. Gaar)
3) Prelúdio à Fundação (Isaac Asimov)
4) Incal (Jodorowski e Moebius)
5) Che – os últimos dias (Hector Oesterheld com arte de Alberto Breccia)
6) Crônicas da Fundação / ou Origens da Fundação) (Isaac Asimov)
7) Torneio Luíza Mello (Fernando Alécio)
8) As Grandes Invenções da Humanidade (Michel Rival)
9) Rolling Stone – Bob Dylan: Edição Especial de Colecionador
10) Fundação e Império – (Isaac Asimov)
11) Sandman Definitivo 4 – (Neil Gaiman)
12) Segunda Fundação – (Isaac Asimov)
13) Surpreendentes X-Men – Superdotados – (Joss Whedon)
14) Limites da Fundação – (Isaac Asimov)
15) Fundação e Terra – (Isaac Asimov)
16) A Orgia Perpétua – (Mario Vargas Llosa)
17) O Jardim do Éden – (Ernest Hemingway)
18) Garota Exemplar – (Gillian Flynn)
19) A Mão Esquerda da Escuridão – (Ursula K. Le Guin)

lendo
20) Che 20 anos depois – vários autores brasileiros
21) Sociedades Secretas – Vol. II – Sociedades secretas iniciáticas e criminosas (Jean-François Signier e Renaud Thomazo
22) Para Além do Capital – (István Mézsáros) lido parcialmente

trecho de um dos livros que já li do Henry Miller, “O Pesadelo Refrigerado“:

(…) Vastas áreas de solo valioso são transformadas em deserto por negligência, indiferença, ganância e vandalismo. Di­lacerada há oitenta anos pela guerra civil mais sangrenta da história do homem, até hoje é incapaz de convencer o lado derrotado do país sobre a correção de nossa causa; incapaz, como libertadora e emancipadora de escravos, de lhes dar verdadeira liberdade e igualdade, ao contrário, escravizando e degradando nossos próprios irmãos brancos. Sim, o norte industrial derrotou o sul aristocrático — os frutos dessa vitória são agora visíveis. Onde quer que haja indústria existe feiura, miséria, opressão, tristeza e desespero. (…)

É amanhã! A história do único título estadual do Marcílio Dias!

fevereiro 22, 2014

Há 50 anos o Marcílio Dias conquistava seu primeiro e único campeonato estadual: o Torneio Luiza Mello: válido pelo Campeonato Catarinense de 1963. Apesar da importância da conquista por parte do clube, sempre foi muito difícil encontrar informações sobre o título. As próprias datas das partidas são desconhecidas por muitos torcedores do Marinheiro. Não será mais. No domingo começa a ser comercializado o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963″, de autoria do jornalista Fernando Alécio.

A coletiva de pré-lançamento para jornalistas acontece na tarde desta quinta-feira e como informa a editora Ipêamarelo, terá a presença do artilheiro do Marcílio Dias na campanha do título, o atacante Achiles Pagnoncelli.

Lembro de quando o amigo Fernando Alécio veio conversar comigo sobre esse projeto, lá para 2012. Cheguei a ler um esboço do primeiro capítulo, mas depois, por causa dessas correrias da vida, acabou ficando mais raros os encontros com o amigo e fiquei sem acompanhar o andamento do trabalho. E depois de todo esse trabalho e muita, muita pesquisa (alguns registros são muito raros e foram difíceis de encontrar), está pronta a primeira obra sobre a maior conquista da história do clube. Uma excelente oportunidade para torcedores e curiosos do futebol de saber como foi essa trajetória.

Não li, sequer vi como ficou, verei junto com os outros jornalistas apenas na coletiva de quinta-feira, mas não tenho dúvida de que é muito bom e já tá na lista de compra. Obra obrigatória para qualquer marcilista.

Descubra, finalmente, onde o capeta perdeu seus calçados!

janeiro 19, 2014

O Diabo perdeu as botas helinhoe tem coisa melhor que começar o ano terminando um livro de um escritor aqui de Itajaí? e terminar contente por ser um ótimo livro, uma ótima literatura, escrita leve, com o bom humor sempre característico do autor, Hélio Jorge Cordeiro, pernambucano radicado aqui em Itajaí. o livro, “Onde o Diabo perdeu as Botas” é uma ótima ficção mostrando uma cidadezinha (bem “inha” mesmo) no interior de Minas Gerais (apesar de se chamar Cruzeiro da Bahia) onde o Diabo em pessoa aparece para tentar comer algumas pobres almas — e, é claro, no bom humor de Helinho, o capeta aparece em Cruzeiro da Bahia através de nada mais, nada menos que uma licitação um tanto suspeita com a prefeitura local. e daí, começa a história, contada através de um homem que volta à cidade depois de décadas fora — mas, na verdade, a história da aparição do timbinga é contada pelos olhos dele quando menino, o que torna ainda mais lúdica a história toda.

enfim, Helinho, transforma 210 páginas em uma rápida e divertida leitura, que merecer se lida, e mereceria ser publicada por uma grande editora. se eu não estiver enganado, e creio não estar, o livro pode ser encontrado na Livraria Casa Aberta, ali na Lauro Müller, ao lado de onde ficava a Caixa Econômica Federal, bem perto da Fundação Cultural de Itajaí.

Livros lidos em 2013

janeiro 5, 2014

michael-whelan_isaac-asimov_foundationno ano passado meu amigo Felipe Damo criou uma postagem no Facebook com intuito de nos fazer ler mais, e a proposta era de ler um livro por semana, ou seja, chegar a 52 livros no ano. não consegui chegar ao número proposto, mas, o interessante é nos fazer ler mais. eu, por conta, já uso outro artifício, que é a rede social Skoob, onde se cataloga os livros lidos, dando nota, fazendo resenha, compartilhando com os amigos as leituras ou metas de leituras, porém, a postagem do Felipe também foi interessante, pois consegui mensurar o número de livros lidos, apesar que no Skoob também é possível, porém, mais complicado (espero que resolvam este problema algum dia, já que nos livros lidos, é possível colocar a data de término da leitura). e abaixo, vai a minha lista de leitura de 2013. para este ano de 2014, pretendo continuar na seara da ficção científica, principalmente com a série da Fundação, do escritor e bioquímico Isaac Asimov, “que descreve em detalhes a história de um futuro distante e de como o destino de seus habitantes é influenciado por uma instituição chamada Fundação Enciclopédica”:

1) Sandman Definitivo III (Neil Gaiman)
2) Alan Moore  (Gary Spencer Millidge)
3) 2010 – Uma Odisseia no Espaço II (Arthur C. Clarke)
4) Lugar Nenhum (Neil Gaiman)
5) Relato do Sol (Vanessa Bencz)
6) 1822 (Laurentino Gomes)
7) Em busca do homem sensível (Anaïs Nin)
8) O início e o fim (Isaac Asimov)
the-house-of-the-spirits9) A Casa dos Espíritos (Isabel Allende)
10) A história da Astronomia (Heather Couper e Nigel Henbest)
11) O fim da infância (Arthur C. Clarke)
12) Complexo de Portnoy (Philip Rot)
13) Equador Morto (Manuel Alves)
14) Rumo aos Mundos do Futuro (Roberto Silverberg)
15) Os Grandes Artistas do Romantismo e Impressionismo – Van Gogh/Renoir/Monet
16) O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman)
17) A Autobiografia de todo mundo (Gertrude Stein)
18) Economia Política – uma introdução crítica (Marcelo Braz e José Paulo Netto)
19) O outro lado do céu (Arthur C. Clarke)
20) Dias da meia noite (Neil Gaiman)
21) Socialismo – sintese das origens e doutrinas (Edgar Rodrigues)
22) E foram todos para Paris (Sérgio Augusto)
23) O livro das artes (Martim Fontes)

“O Fim da Infância”!!!!!!!

julho 15, 2013

fiminfanciaacabei (ontem) de terminar o texto do livro “O Fim da Infância”, de 1953 (não terminei o livro, pois ainda tem os extras — o primeiro capítulo reescrito em 1989 e o conto que deu origem ao livro)!!!!! Arthur C. Clarke é simplesmente o MESTRE! quando comprei e li “A Cidade das Estrelas”, vi que falavam que era um prenúncio para este que acabei de ler. e o primeiro já me deixou boquiaberto, com as descrições de uma cidade humana 1 milhão de anos no futuro!
porém, agora, Arthur C. Clarke me deixou com vertigens!! sério, algumas passagens desta obra-prima da literatura é de deixar tonto mesmo! um livro imperdível, que não dá vontade de parar de ler, tanto que terminei o texto em menos de dez dias! Infelizmente não dá pra contar muito da história (e sugiro, não tente ler nenhuma resenha e afins!), a não ser que é uma visão do tal “contato de terceiro grau” que poucos poderão dizer que imaginaram algum dia: aliens chegam na Terra certo dia, mandam uma mensagem pros humanos e ficam ali, fazendo-nos viver os melhores dias de nossa raça, porém, eles relutam em se mostrar aos humanos, o que começa a causar alguns problemas pros aliens e pra quem os defende (já que eles simplesmente acabaram com todos os nossos problemas!) — isso sem contar que os homens perdem a vontade de irem pro espaço, o que interrompe a “corrida espacial”, já que tudo foi superado pelos Senhores Supremos, e os mesmos dizem que não devemos ir às estrelas.
mas não é só isso, é claro (nunca é)!!

ah, Arthur C. Clarke diz no prefácio da nova edição que um filme estava em estudo pra este livro (e fala também que, se isso acontecer, muitos dirão que as cenas iniciais serão um plágio de Independence Day, porém, relembrando, o livro foi escrito em 1953). torçamos para que, um dia, quem sabe, possamos ver tal realização nas telonas (mas nunca pense que um futuro filme tirará a força deste livro).

2010 e Lugar Nenhum

fevereiro 19, 2013

nesta semana (ontem e hoje) terminei dois livros que estava lendo. “2010 – Uma Odisseia no Espaço II” (1982), do escritor inglês Arthur C. Clarke e “Lugar Nenhum” (1996), do escritor (também) inglês Neil “Sandman” Gaiman.
as duas obras, ficções, uma científica e outra fantástica, são ótimas! 2010… é a continuação do famoso filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, publicada em 1968 quase junto com o filme, sucesso estrondoso nos cinemas. ah sim, isso mesmo, o livro é praticamente uma continuação do FILME e não do livro, que foi escrito junto com o filme e que teve algumas diferenças entre as obras. uma das principais diferenças que vêm do livro, e não do filme, é a visão que o protagonista do primeiro livro/filme, David Bowman tem do enigmático monolito negro antes de desaparecer, o que não é mostrado no filme.
um outro fato interessante da continuação, além de ser uma baita história, diferente de muitas continuações (alguns críticos a consideram melhor que o livro que deu origem à famosa história), é que é citado, no final, uma carta de um brasileiro, do Rio de Janeiro, e que teria sido decisivo para Arthur Clarke escrever a continuação, o qual, segundo ele, não existia até então. 2010… também virou filme, mas, que não fez muito sucesso, em 1983.

neverwhere02já “Lugar Nenhum”, como diz uma crítica ao livro, é uma espécie de “Alice no País das Maravilhas” punk, e se passa na fictícia (nem tanto) Londres de Baixo, ou seja, no subterrâneo e nas linhas de metrô da capital inglesa. Gaiman faz um absurdo e divertido mapeamento e detalhamento deste mundo abaixo das ruas londrinas, povoando-a com seres que são ignorados quando vistos por alguém “de cima”, ou seja, são os excluídos do mundo, que decidiram descer e que foram apagados da história comum. mesmo quando querem, as pessoas deste mundo, quase não conseguem ser notadas, e, se o são, logo são esquecidas, como se nunca existissem.
resumindo a história, um homem comum, Richard, sem querer, consegue ver Lady Door, que está ferida, e a ajuda. com esse gesto, Richard acaba se tornando um da “Londres de Baixo”, ou seja, vira invisível e ninguém mais o vê depois disso. a partir daí, ele começa a percorrer com Door, Marquês de Carabas entre outros, a cidade de baixo para tentar encontrar os assassinos de sua família (que tinha o poder de abrir quaisquer portas, por isso, é claro, o nome dela).
“Lugar Nenhum” começou como uma história para TV (em seis capítulos), virou livro e, em 2005, foi quadrinizada (imagem acima), na linha Vertigo, da DC Comics, numa adaptação de Mike Carey.

todos os dois livros, recomendadíssimos!!!!!

“A Cidade e as Estrelas”

dezembro 22, 2012

estou totalmente vidrado no livro que comprei dias atrás, “A Cidade e as Estrelas“, de Arthur C. Clarke. o livro, impressionantemente, nos leva a conhecer uma sociedade humana daqui mais ou menos um bilhão de anos! e só nisso já residiria a maior parte da curiosidade de conhecer uma história dessas, ainda mais, escrita em 1956!
somente um gênio da literatura (e ciência), para conseguir pensar em tanta coisa, tão a frente do nosso tempo (e dos nossos netos, bisnetos, e mais um monte de gerações futuras eheheheh).
não dá pra ficar boquiaberto com tanta imaginação ao conhecer Diaspar, a provável última cidade da Terra, onde todos vivem milhares de anos (sim, elas morrem, mas é apenas uma espécie de descanso, quando voltam, talvez milhares de anos depois, quem decide é o Computador Central, elas vão aos poucos recobrando algumas memórias das vidas passadas — e não há crianças, todos nascem jovens, e envelhecem bem pouco durante suas vidas), isso sem contar também, por exemplo, a descrição que ele dá de um jogo de realidade virtual! e olha que nesta época, 1956, nem existia ainda quaisquer tipos de jogos eletrônicos.
***

Um diagrama de Diaspar

Um diagrama de Diaspar

agora, já lido mais uma parte (a de cima, escrevi alguns dias antes), volto a escrever mais um pouco sobre o livro, pois é incrível o potencial cinematográfico que este filme possui!! imagino que não tenha sido intencional, já que com os recursos para tanto naquela época eram raríssimos, mas, hoje em dia, facilmente se tornaria um belo filme, ainda mais se fosse focado a parte emocional do livro, sem deixar, é claro, de prestar atenção aos efeitos especiais (nem tantos assim) que necessitaria para se filmar o livro. que história! com algumas ótimas reviravoltas, cenários magníficos descritos de forma magistral, enfim, um livro que merece futuras edições brasileiras (a última, ao que parece, é da Devir) — e, um bom filme também seria legal, se possível ehehehe.
***
(esta parte contém algumas revalações do livro — spoilers) bem, passaram-se mais dois dias e terminei a obra. e que obra! como vi numa frase estes dias que pipocava na internet, têm livros que a gente tem de parar alguns dias, ou, pelo menos, não dá pra começar outra obra em seguida, pois leva-se algum tempo a digerir a recém-finalizada. e é como estou agora. por sorte, o livro que começo a ler é uma biografia (do escritor inglês Alan Moore), o que me dará este tempo necessário para digerir melhor ainda esta obra-prima da ficção (científica), que DEVE ser lida hoje em dia como se fosse atual, tamanha realização do escritor em antecipar esta sociedade de um bilhão de anos a nossa frente.
chegando ao final dela, também constatei que Clarke fez uma analogia interessante com o capitalismo e socialismo/comunismo, criando duas cidades onde se chegou a perfeição destes sistemas, tão em voga na época em que o livro foi escrito. Diaspar, com sua total despreocupação com tudo, sem precisar de trabalho, com tudo a mão a qualquer momento, sem a presença da morte e com vidas que levavam milhares de anos e que voltariam em breve, e Lys, um modelo humano mais próximo da nossa realidade, onde ainda se vive e se morre mais ou menos como aqui, porém, uma comunidade que vivia integrada à natureza abundante da região, com um conselho de moradores que tocavam a pacata vida dacidade, onde quase não se falava, pois os habitantes tinham desenvolvido o poder da telepatia e todos conheciam a todos assim.
não há conflito entre estas duas cidades quando elas inevitalmente se encontram, pelo contrário, logo chegam ao um acordo de que as duas juntas podem conseguir fazer a Terra voltar a ser um local habitável em sua totalidade (no livro, só existe Diaspar e Lys, o resto todo, é apenas deserto).

abaixo, um vídeo legal que achei de alguém que “criou” Diaspar em 3D baseado no livro de Arthur