Archive for the ‘Teatro’ Category

Dois bons (e distintos) eventos neste sábado em Itajaí

maio 17, 2013

7o Itajaí em Cartazo primeiro, é o início do 7º Itajaí em Cartaz, que vai deste sábado até o dia 24 de maio, organizado pela Rede Itajaiense de Teatro e que pretende “evidenciar a produção teatral local com espetáculos, oficina, debates, mesas redondas e cortejo de abertura”.
inclusive estarão em Itajaí para o evento, pessoas ligadas ao Ministério da Cultura (MINC), Colegiado Nacional de Teatro além de outros convidados especialistas na área.
“Optamos por refletir sobre Produção Cultural nestas atividades, pois estamos em um momento de transição no Brasil que nos parece importante. E isso abrange diversos públicos atuantes na produção artística, e não apenas os teatreiros. Será um grande encontro entre artistas, público, gestores, convidados, com excelentes espetáculos e muitas conversas! Nosso principal objetivo é esse: cada vez mais dialogar com nossa cidade”, garante o coordenador geral do evento, o ator e diretor Daniel Olivetto.”

peixada cacalopara quem quiser mais informações, é só entrar aqui e ter acesso aos locais e peças e workshops durante o evento, que já virou parte do calendário cultural de Itajaí.

já o outro evento, é a 1ª Peixada do Cacalo, que irá acontecer na rua Emília Máxima dos Santos, 89, no restaurante Nosso Cantinho, ali na Murta, próximo à igreja católica da Murta. o evento do meu amigo Cacalo começa a partir das 20h e custa R$ 25.
diz ele que até eu, que não sou muito chegado num peixe (sim, sou um “peixero” que quase não come peixe) vou gostar dos peixes e temperos dele. 😉

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Espetáculo neste sábado no São Roque

novembro 9, 2011

Começa hoje o Ospália em Itajaí

outubro 26, 2011

para mais informações, aqui:

A Abertura Oficial do 2º Ospália – Encontro de Palhaços será nesta quarta-feira, dia 26, em Itajaí. Palhaços, artistas da região e simpatizantes da arte irão se reunir na Praça Vidal Ramos (em frente ao Píer Turístico), às 15h para dar início a uma “palhaceata”, que seguirá pela Rua Hercílio Luz até a Casa da Cultura Dide Brandão. Toda a comunidade está convidada a participar.

Ainda na quarta-feira (26) será apresentado no Teatro Municipal de Itajaí o espetáculo “Bom apetite”, com o palhaço Pepe Nuñez, de Florianópolis (SC). A apresentação será às 20h, tem classificação livre e os ingressos podem ser adquiridos por R$10 (inteira) e R$5 (meia) na bilheteria do Teatro (Rua Gregório Chaves, 11 – Bairro Fazenda). No “cardápio” da peça tem música, mágica, malabarismo, jogos coletivos e, naturalmente, muito humor.

Para encerrar a programação de quarta-feira será promovido o primeiro encontro da Irmandade dos Palhaços e Piratas. Na oportunidade, artistas e o público em geral irão ouvir boa música e trocar experiências artísticas. O ponto de encontro é no Mr. Miles Samba’s House (Av. Irineu Bornhausen, 1384 – Bairro São João), às 22h. Será cobrado apenas o couvert artístico, que é de R$5.

(…)

QUATRO MESES SEM CULTURA EM ITAJAÍ

abril 4, 2011

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até quando, prefeito Jandir Bellini????????????????????

intervenção sobre quadro de René François Ghislain Magritte (1898 – 1967)

Baudelaire e Van Gogh

outubro 10, 2010

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ou, como era boa a segunda metade do século XIX

estou lendo atualmente dois livros: “As Flores do Mal” (Baudelaire), numa versão franco-portuguesa (ou seja, com a poesia original em francês e a tradução na página ao lado) e “Van Gogh” de David Haziot, da séria Biografias da editora L&PM Pocket. duas obras excelentes (sendo que a primeira dispensa maiores comentários, e a segunda, além de dispensar muitos comentários, já que se trata de uma biografia de um dos maiores pintores da História, foi premiada em 2008 pela Academia Francesa) e que merecem ser lidas já que são Universais. antes de ler “As Flores do Mal” também lera “Baudelaire” (de Jean-Baptiste Baronian), da mesma série Biografias da L&PM Pocket. o cara sofreu, e muito. e conseguiu criar basicamente o que conhecemos por poesia nos dias atuais. bem, mas se for falar em sofrimento, Vincent Van Gogh não deixa barato. se bem que, se for falar de sofrimento, estamos falando basicamente de QUASE TODOS os grandes artistas, cientistas etc. etc. pessoas que mudaram o mundo de alguma forma, não o fizeram sem alguma (na maioria das vezes, grande) carga de sofrimento.

Baudelaire pintado por Courbet

porém, na verdade, tudo isso aí que falei foi apenas para escrever sobre os anos em que viveram Baudelaire e Van Gogh (antes, uma coincidência de datas: Van Gogh nasceu em 30 de março e Baudelaire teve seu último problema sério, que o levou a morte, também num 30 de março — minha data de nascimento ehehehe). vejam só os caras que estavam vivo de 1850 à 1900 (e, só pelo nome, dá pra se ter uma ideia do que eles fizeram no mundo) e não diga se não dá uma vontade de ter vivido nessa época aí, hein? como comentei no twitter, são praticamente super-heróis, visto que era uma época muito sofrida, principalmente para os que usavam mais o intelecto. praticamente todos estes daí sofreram e sofreram muito, mas, levaram-nos à uma categoria mais elevada de humanidade:

Vincent Van Gogh (1853 – 1890)
Jean-Nicolas Arthur Rimbaud (1854 – 1891)
Honoré de Balzac (1799 – 1850)
Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola (1840 – 1902)
Guy de Maupassant (1850 – 1893)
Charles-Pierre Baudelaire (1821 – 1867)
Jacques Anatole François Thibault “France” (1844 – 1924)
Edgar Allan Poe (1809 – 1849)
Fernando António Nogueira Pessoa (1888 – 1935)
Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde (1854 – 1900)
Charles Lutwidge Dodgson “Lewis Carroll” (1832 – 1898)
Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust (1871 – 1922)
Wilhelm Grimm (1786 – 1859)
Jacob Grimm (1785 – 1863)
William Butler “W. B.Yeats (1865 – 1939)
George Bernard Shaw (1856-1950)
Agatha “Christie” May Clarissa Mallowan (1890 – 1976)
Gertrude Stein (1874 – 1946)
Francis Scott Key Fitzgerald  (1896 – 1940)
James Matthew Barrie (1860 – 1937)
Rudyard Kipling (1865 – 1936)
Gustave Flaubert (1821 – 1880)
André Paul Guillaume Gide (1869 – 1951)
Franz Kafka (1883 – 1924)
Jules Michelet (1798 – 1874)
David Herbert “D. H.” Lawrence (1885 – 1925)
Virginia Woolf (1882 – 1941)
Kathleen “Katherine” Mansfield Beauchamp (1888 – 1923)
Louis-Jacques-Mandé Daguerre (1787 – 1851)
Norman Rockwell (1894 – 1978)
Cole Albert Porter (1891 – 1964)
Mary Jane “Mae” West (1893 – 1980)
Joaquim Maria Machado de Assis (1839 – 1908)
José Bento Renato Monteiro Lobato (1882 – 1948)
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831 – 1852)

Tarsila do Amaral (1886 – 1973)
Ernesto Júlio de Nazareth (1863 – 1934)
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881 – 1922)

Euclides Rodrigues da Cunha (1866 – 1909)
João da Cruz e Sousa (1861 – 1898)
José Martiniano de Alencar (1829 – 1877)
Antônio Frederico de Castro Alves (1847 – 1871)
Casimiro José Marques de Abreu (1839 -1860)
Antônio Gonçalves Dias (1823 – 1864)
Olavo Brás Martins Bilac (1865 – 1918)
José Pereira da Graça Aranha (1868 – 1931)
Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959)
Francisca Edwiges Neves “Chiquinha” Gonzaga” (1847 – 1935)
José Carlos do Patrocínio (1853 – 1905)
Ruy Barbosa de Oliveira (1849 – 1923)
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (1849 – 1910)

Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)
Padre Roberto Landell de Moura (1861 – 1928)
Virgílio Várzea (1863 – 1941 )

Anton Pavlovich Tchekhov (1860 – 1904)
Fiódor Mikhailovich Dostoiévski (1821 – 1881)
Nikolai Gogol (1809 – 1852)
Lev Nikoláievich Tolstói (1828 – 1910)
John Silas Reed (1887 – 1920)
Boris Leonidovitch Pasternak (1890 – 1960)
Thomas Stearns Eliot OM “T.S. Eliot” (1888 – 1965)
Samuel Langhorne Clemens “Mark Twain” (1835 – 1910)
Henry Valentine Miller (1891-1980)
Vladimir Vladimirovich Nabokov (1899 – 1977)
William Cuthbert Faulkner (1897 – 1962)
Ezra Weston Loomis Pound (1885 -1972)
James Augustine Aloysius Joyce (1882 – 1941)
Robert Louis Balfour Stevenson (1850 – 1894)
Howard Phillips [H. P.Lovecraft (1890 – 1937)
Hermann Hesse (1877 – 1962)
Walt Whitman (1819 – 1892)
Herman Melville (1819 – 1891)
Charles John Huffam Dickens (1812 – 1870)
Ralph Waldo Emerson (1803 – 1882)
Jules Verne (1828 – 1905)
Amandine-Aurore-Lucile Dupin, “George Sand” (1804 – 1876)
Emma Goldman (1869 – 1940)
Thomas Mann (1875 – 1955)
Stéphane Mallarmé (1842 – 1898)
Victor-Marie Hugo (1802 – 1885)
Pierre Jules Théophile Gautier (1811 – 1872)
Abraham “Bram” Stoker (1847 – 1912)
Prosper Merimée (1803 – 1870)
Alexandre Dumas (1802 – 1870)
Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775-1854)
Charlotte Brontë (1816 — 1855)
Louis Boulhiet (1829-1869)
Gaspard-Félix Tournachon “Nadar” (1820 – 1910)
Emanuel Rudzitsky “Man Ray” (1890 – 1976)
Ehrich Weiss “Harry Houdini” (1874 – 1926)
Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864 – 1901)
John Everett Millais (1829 – 1896)
Henri-Émile-Benoît Matisse (1869 – 1954)
Amedeo Clemente Modigliani (1884 – 1920)
René François Ghislain Magritte (1898 – 1967)
Gustav Klimt (1862 – 1918)
Jules Chéret (1836 – 1932)
Édouard-Henri Avril ( 1843 – 1928)
Mary Wollstonecraft Shelley (1797 – 1851)
Arthur Ignatius Conan Doyle (1859 – 1930)
Ferdinand Victor Eugène Delacroix (1798 – 1863)
Edvard Munch (1863 – 1944)
Paul Marie Verlaine (1844 – 1896) também nasceu em 30 de março
Pierre-Narcisse Guérin (1774 – 1833)
Oscar-Claude Monet (1840 – 1926)
Eugène-Henri-Paul Gauguin (1848 – 1903)
Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez (1886 – 1957)
Joan Miró i Ferrà (1893 – 1983)
Edgar Hilaire Germain Degas (1834 – 1917)
Pierre-Auguste Renoir (1841 – 1919)
Édouard Manet (1832— 1883)
Jacob Camille Pissarro (1830 – 1903)
Paul Cézanne (1839 – 1906)
Jean-Baptiste Camille Corot (1796 – 1875)
Antoni Gaudí i Cornet (1852 – 1926)
François-Auguste-René Rodin (1840 – 1917)
Charles-Edouard Jeanneret-Gris “le Corbusier” (1887 – 1965)
Aristide Maillol (1861-1944)
Camille Claudel (1864 – 1943)
Marcel Duchamp (1887 – 1968)
Wassily Kandinsky (1866 – 1944)
Jean Baptiste Carpeaux (1827 – 1875)
Ernest Miller Hemingway (1899 – 1961)
Frédéric Auguste Bartholdi (1834 – 1904)
Alfred Tennyson (1809 – 1892)
Henrik Johan Ibsen (1828 – 1906)
Maxime Du Camp (1822-1894)
Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry (1871 – 1945)
Thomas Alva Edison (1847 – 1931)
Albert Einstein (1879 – 1955)
Alexander Graham Bell (1847 – 1922)
Marie Curie (1867 – 1934)
Pierre Curie (1859 – 1906)
James Clerk Maxwell (1831 – 1879)
Louis Pasteur (1822 – 1895)
Marquês Guglielmo Marconi (1874 – 1937)
Max Karl Ernst Ludwig Planck (1858 – 1947)
Gustav Ludwig Hertz (1887 – 1975)
Niels Henrick David Bohr (1885 – 1962)
Ernest Rutherford (1871 – 1937)
Fryderyk Franciszek Chopin (1810 – 1849)
Liszt Ferenc (Franz Liszt) (1811 – 1886)
Louis Hector Berlioz (1803 – 1869)
Carlos Gardel (1890 – 1935)
Johannes Brahms (1833 – 1897)
Niccolò Paganini (1782 – 1840)
Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy (1809 – 1847)
Georges Alexandre César Léopold Bizet (1838 – 1875)
Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (1813 – 1901)
Anton Bruckner (1824 – 1896)
Claude-Achille Debussy (1862 – 1918)
Anton Bruckner (1824 – 1896)
Wilhelm Richard Wagner (1813 — 1883)
Serguei Sergueievitch Prokofiev (1891 – 1950)
Sergei Vasilievich Rachmaninoff (1873 – 1943)
Béla Viktor János Bartók de Szuhafő (1881 – 1945)
Charles Spencer Chaplin (1889 – 1977)
Alfred Joseph Hitchcock (1899 – 1980)
Mohandas Karamchand Gandhi (1869 – 1948)
Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900)
Karl Heinrich Marx (1818 – 1883)
Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (1814 – 1876)
Maximilian Karl Emil Weber (1864 – 1920)
Pierre-Joseph Proudhon (1809 – 1865)
Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (1798 – 1857)
Bertrand Arthur William Russell (1872 – 1970)
Vladimir Ilyitch Uliánov “Lenin“, (1870 – 1924)
Róża Luksemburg “Rosa Luxemburgo” (1871 – 1919)
Jacob Christoph Burckhardt (1818 – 1897)
Benedetto Croce (1866 – 1952)
Henri Bergson (1859 – 1941)
Henry David Thoreau (1817 – 1862)
Sigismund Schlomo Freud (1856 – 1939)
Charles Robert Darwin (1809 – 1882)
Arthur Schopenhauer (1788 – 1860)
José Ortega y Gasset (1883 – 1955)
Joseph Conrad (1857 – 1924)
Hippolyte Léon Denizard Rivail “Allan Kardec” (1804 – 1869)
Giuseppe Garibaldi (1807 – 1882)
Abraham Lincoln (1809 – 1865)
Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775-1854)
Johann Friedrich Theodor “Fritz” Müller (1821 – 1897)
Charles Sanders Peirce (1839 – 1914)
Nicolas Camille Flammarion (1842 – 1925)
Nikola Tesla ( 1856 – 1943)

claro que esta lista não está completa, nem provavelmente nunca estará. portanto, aceito nomes que devem ter faltado nesta minha humilde lista.

“Arte não serve para nada”

setembro 24, 2010

da Revista Bula (clique para ler na íntegra):

por Flávio Paranhos

Logo no início da ópera ‘La Bohème’ os amigos artistas Rodolfo (poeta) e Marcello (pintor) conversam sobre o clima gelado que faz em seu modesto e mal aquecido apartamento. Rodolfo, então, propõe queimar os manuscritos da tragédia na qual trabalhava para alimentar o forno. O que realmente acaba por fazer dali a pouco, já com o testemunho dos outros dois amigos, Colline, o filósofo, e Schaunard, o músico.

A primeira das 47 vezes em que vi essa cena fiquei chocado. Como pode alguém ser tão desprendido?! Sabedor do trabalho que dá gastar horas debruçado em folhas de papel (tela de computador, vá lá) para produzir algo de que se possa ter orgulho (ainda que seja o único a parecer sentir isso) morri de agonia enquanto Rodolfo e seus amigos jogavam folhas pra cima e pra dentro do forno. Mas então… a revelação. É pra isso que serve! Arte serve pra nos aquecer. Não em sentido figurado, mas literal mesmo.

Ok. Forcei. A revelação foi outra. Uma ária de ópera respondeu a velha questão (Pra que servem a arte e as humanidades?) de forma infinitamente mais objetiva e precisa do que meu artigo publicado no “Rascunho” e na “Revista Bula” (Pra que serve a literatura?), por sua vez uma tentativa de diálogo com o blog de Stanley Fish (Will the humanities save us?; The uses of humanities).

Resumindo: Fish, embora seja da área de “Artes e Humanidades”, concordava ser difícil convencer as fontes financiadoras a alocar dinheiro para essas áreas nas universidades do Estado de Nova York, em detrimento de áreas como biologia ou saúde.  Afinal, o que ganha o Estado com mais uma interpretação de Hamlet? Ou um livro de poesia? Ou um de crítica cinematográfica? Ou, pior ainda, um de filosofia moral? Nada. Absolutamente nada, acreditamos Fish, eu e mais algum bocado de seus leitores.

(…)

é hoje! audiência pública sobre cultura

julho 14, 2010

na Câmara de Vereadores de Itajaí, a partir das 18h.

Artistas de Itajaí promovem Fórum Cultural de discussões

julho 1, 2010

por e-mail:

Os artistas de Itajaí promovem no próximo domingo, dia 4, às 16h, no Instituto Canto Arte de Itajaí – IMCARTI, a quarta reunião do Fórum Cultural. Este será o quarto encontro entre os artistas no intuito de analisar, discutir e apontar mudanças na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, já que este será o tema da Audiência Pública que acontecerá na Câmara de Vereadores, dia 14 de julho, às 18h.

Vale ressaltar que é importante que todos os segmentos culturais tenham representatividade no Fórum Cultural. A cada reunião o grupo estuda a Lei e propõe soluções para que esta atenda às reais necessidades dos artistas itajaienses. Já foram deliberados diversos assuntos, porém, é fundamental que todos participem dos debates e opinem.

A próxima reunião do Fórum contará com a presença de um representante do Observatório Social de Itajaí. Na pauta de discussões estarão a Comissão de análise de projetos, os critérios de avaliação dos projetos culturais e a divisão de cotas para cada área artística.

A Audiência Pública do dia 14 de julho foi solicitada por três vereadores: Marcelo Werner, Nikolas Reis e Susi Bellini. Esta será a oportunidade que os artistas de Itajaí e sociedade civil terão de se pronunciar e lutar pela cultura de nossa cidade.

O quê? 4º Fórum Cultural de Itajaí

Quando? Dia 4 de julho, domingo, às 16h

Onde? IMCARTI – Praça 1º de Maio – Edifício Vila Real – Vila Operária

PARTICIPE! FAÇA PELA CULTURA DE SUA CIDADE!

Artistas acusam governo Bellini de favorecimento

abril 19, 2010

do DIARINHO:

Entre os chegados abençoados pela prefa estão o produtor Antonio Carlos Floriano e Max Reinert, que nem mora mais em Itajaí

O circo pegou fogo ontem, na sede da secretaria de Turismo de Itajaí. Artistas da rede Itajaiense de Teatro se reuniram com vereadores pra questionar os projetos culturais das comemorações dos 150 anos e a seleção da lei de Incentivo à Cultura, que teria aprovado só os chegados do governo Jandir Bellini (PP). Eles dizem que a grana foi distribuída pra quem era da panelinha, como Antônio Carlos Floriano, produtor cultural responsável pela agenda comemorativa, que teve o mesmo projeto aprovado dois anos seguidos por Denise da Luz, diretora do teatro e sua patroa.
Outro acusado de ser um apadrinhado que se deu bem é Max Reinert, diretor de teatro que foi de mala e cuia pra Floripa logo que o PT ganhou a prefa, em 2004. O trio teria feito campanha pro Bellini durante a eleição. O berreiro foi comandando pelas atrizes Sandra Knoll e Valéria de Oliveira, representantes peixeiras na federação Catarinense de Teatro e conselho Nacional de Teatro. Elas dizem que a galera do teatro levou um escanteio legal depois que Bellini assumiu. Tava lá gente como Valentim Schmoeller, há 25 anos labutando no grupo de teatro Anchieta.
Entre os supostos cambalachos, estaria a baba de R$ 100 mil por um saite em comemoração aos 150 anos de Itajaí, de autoria de Floriano. Outra reclamação é com Max Reinert, que nem vive mais em Itajaí, mas teria sido convidado pra tocar o desfile de níver da city. Há suspeita de que o projeto era do artista plástico Luiz, do núcleo Experimental de Formas Animadas (Nefa).
Já o livro “Retrato: Itajaí 150 anos”, da Freguesia Produção Cultural, que pertence a Floriano, conseguiu quase R$ 15 mil em 2009 e 2010. E sua esposa, Denise, faz parte da turma que seleciona os trabalhos. Os desconfiados dizem também que muitos que integram o grupo não têm currículo artístico pra avaliar os projetos, como o procurador do município, que é advogado. Entre os presentes na reunião estavam os vereadores Marcelo Werner (PCdoB), Níkolas Reis (PT) e Susi Bellini (PP). Nenhum outro bagrão deu as caras.

"Volúpia"

novembro 5, 2008

Não sou crítico teatral. Gosto de assistir a (boas) peças. Porém, não sei se tenho este tino crítico para teatro. Talvez porque só vi o que gostei até hoje, e como vi pouca coisa, pouco posso acrescentar a uma peça. Nos últimos seis meses, assisti a somente três peças, a do Lourival Andrade com “Carlos Marighella e o Chamado de Cangoma”, “Devoradores de Livros”, que gostei muito (ah sim, gostei muito da do Marighella também) e, agora, “Volúpia”, o qual assisti ontem no Teatro Municipal, dentro do excelente projeto “Toda Terça Tem Teatro” – que foi um dos agraciados pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí. Ah, “Devoradores de Livros” também vi dentro desse projeto.
Bem, vamos à tentativa de crítica. Gostei muito do que vi. Não sei se ele é tão profundo como uma crítica que li e outra que ouvi de uma amiga, mas acho que ele nem precisa dessa “profundidade”, pois a crítica que a peça pretende fica bem explícita durante o (pouco) tempo de duração dela. Com diz o release da peça, ela trata de estereótipos (“o casal que procura no alargamento de seus limites sexuais o amor que lhes falta, a menina que descobre a sexualidade, o homem que luta contra seus desejos”), e estes estereótipos são levados às ultimas conseqüências (um fato positivo: os espectadores ficam no palco, beeem perto do que acontece, o que acaba levando estas conseqüências ainda mais longe no espectador), causando estranhezas e provocando o tempo inteiro a platéia, que já é recebida com o espetáculo acontecendo; todos sorriem, dançam, servem bebidas, felicidade é o que pedem, pois o que está por vir é o lado escuro dessa pseudo-felicidade e sentido nessa porra toda é o que procuram. E bota escuro nisso. Mas não vou contar mais sobre a peça, senão perde a graça. Aliás, quem não quiser saber mais detalhes, não leia o que coloquei a seguir, pois se trata de algo da peça bem específico da peça (apesar de eu fazer a relação com outra coisa). Antes disso, a ficha técnica de “Volúpia”.

Companhia: Cia. Carona
Direção: Pépe Sedrez
Elenco: Fábio Hostert, James Beck, Léo Kufner, Sabrina de Moura, Sabrina Marthendal e Roberto Morauer
Texto: Gregory Haertel
Trilha Sonora: André Ricardo de Souza e Paula Braun
Duração: 80 minutos

Bem, sobre a parte específica, e não tem nada a ver com a peça o que quero dizer, é sobre um momento, no final da história (já disse, não leia se não quiseres saber o “final” da história), há um momento em que uma das personagens é estuprada, e estuprada com certa violência. Na minha frente, estava sentada uma pessoa que, quando da leitura de um conto meu no Sarau Benedito tempos atrás, vaiou quando terminada a leitura do tal conto. O conto tratava de um estupro. Porém, a tal moça (não vou revelar seu nome aqui, mas, se ela quiser – se é que ela lê este blog – fique livre para se manifestar), durante o ato do estupro na peça, não manifestou qualquer reação contra o ato, nem mesmo contra a peça, chegando a aplaudi-la efusivamente! Ah sim, ela também é atriz de teatro. Na época do acontecido cheguei a questioná-la sobre isso, “se num filme onde acontecesse um estupro ela também vaiaria” e coisas do gênero, explicando que meu conto era puramente uma ficção e que não refletia o que pensava – o conto é em primeira pessoa. Ela até (eu acho) chegou a entender, mas continuou com seu “repúdio” ao conto. Bem, é só isso. Não é bem uma crítica a ela, mas uma crítica a esta diferenciação nas artes. Também até poderia falar da platéia que, como sempre, parece entender de modo “errado”, por exemplo, quando vi alguém rindo pelo personagem ter falado “vem aqui e me chupa, porra!”. Sinceramente, foi uma frase forte dentro de um contexto forte. Não é para ser engraçado. Não sei como são outras platéias de outras cidades, ou de centro urbanos maiores, por exemplo, mas não é a primeira vez que vejo isso, e esse nem foi o único exemplo durante a apresentação de “Volúpia”. Despreparo do público? Texto chocante? Forte demais? Não sei. Deixo as respostas a quem entende mais do que eu de teatro e afins. 😉

volupia-21

Coordenação do projeto Toda Terça tem Teatro
Daniel Olivetto 9615-7868 / contato@itajaiemcartaz.com.br