Posts Tagged ‘literatura’

Livros lidos em 2016 – o ano do Kindle!

dezembro 31, 2016

kindlee finalmente cheguei na minha anual lista dos livros lidos neste ano que termina em breve. agora, posso dizer com certeza que a minha lista aumentou um pouco mais pela facilidade de leitura pelo Kindle (no passado foram somente 13 livros, e estou terminando com 24 livros em 2016 e isso sem contar os quadrinhos!!). e admito também que consegui achar muitos livros que dificilmente conseguiria se não fosse no formato e-book! então, quem quiser aceitar o conselho, compre um Kindle! 😀

e vamos à lista:

coracao-de-aco_coverO Homem Bicentenário – Isaac Asimov
Uma Proposta Modesta – Jonathan Swift
O Universo Numa Casca de Noz – Stephen Hawking
Ubik – Philip K. Dick
Encontro com Rama – Arthur C. Clarke
Revivente – Ken Grimwood
Breviário dos Políticos – Cardeal Mazarin
Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
Jardim de Inverno – Pablo Neruda
A Cidade e A Cidade – China Miéville
A URSS e a contra-revolução de veludo – Ludo Martens
Paris é uma Festa – Ernest Hemingway
O Velho e o Mar – Ernest Hemingway
O Capital: Uma leitura popular – Carlo Cafiero
revivente_1392929284bSonho de Prata – Neil Gaiman, Michael Reaves, Mallory Reaves
O buraco na Parede – Rubem Fonseca
Nove Amanhãs – 2° Volume – Isaac Asimov
Che 20 anos depois – Flávio Koutzii, José Correa Leite
Amálgama – Rubem Fonseca
Juventude – J. M. Coetzee
A nebulosa de Andrômeda – Ivan Efremov
Coração de Aço (#1 Executores) – Brandon Sanderson
De Primatas à Astronautas – Leonard Mlodinow
EntreMundos – Neil Gaiman, Michael Reeves

e estou lendo nesta virada de ano “Star Wars – A Trilogia” de George Lucas, James Kahn, Donald F. Glut e “As Melhores Histórias de Viagens no Tempo“, coletânea de contos organizadas por Harry Turtledove e Martin H. Greenberg, com contos sobre viagens no tempo de Robert Silverberg, Arthur C. Clarke, Ray Bradbury, Ursula K. LeGuin entre outros!

pra minha lista do ano passado, clique aqui.

tabela-leitura

nessa daí fiz 160 pontos 🙂

“A Cidade e as Estrelas”

dezembro 22, 2012

estou totalmente vidrado no livro que comprei dias atrás, “A Cidade e as Estrelas“, de Arthur C. Clarke. o livro, impressionantemente, nos leva a conhecer uma sociedade humana daqui mais ou menos um bilhão de anos! e só nisso já residiria a maior parte da curiosidade de conhecer uma história dessas, ainda mais, escrita em 1956!
somente um gênio da literatura (e ciência), para conseguir pensar em tanta coisa, tão a frente do nosso tempo (e dos nossos netos, bisnetos, e mais um monte de gerações futuras eheheheh).
não dá pra ficar boquiaberto com tanta imaginação ao conhecer Diaspar, a provável última cidade da Terra, onde todos vivem milhares de anos (sim, elas morrem, mas é apenas uma espécie de descanso, quando voltam, talvez milhares de anos depois, quem decide é o Computador Central, elas vão aos poucos recobrando algumas memórias das vidas passadas — e não há crianças, todos nascem jovens, e envelhecem bem pouco durante suas vidas), isso sem contar também, por exemplo, a descrição que ele dá de um jogo de realidade virtual! e olha que nesta época, 1956, nem existia ainda quaisquer tipos de jogos eletrônicos.
***

Um diagrama de Diaspar

Um diagrama de Diaspar

agora, já lido mais uma parte (a de cima, escrevi alguns dias antes), volto a escrever mais um pouco sobre o livro, pois é incrível o potencial cinematográfico que este filme possui!! imagino que não tenha sido intencional, já que com os recursos para tanto naquela época eram raríssimos, mas, hoje em dia, facilmente se tornaria um belo filme, ainda mais se fosse focado a parte emocional do livro, sem deixar, é claro, de prestar atenção aos efeitos especiais (nem tantos assim) que necessitaria para se filmar o livro. que história! com algumas ótimas reviravoltas, cenários magníficos descritos de forma magistral, enfim, um livro que merece futuras edições brasileiras (a última, ao que parece, é da Devir) — e, um bom filme também seria legal, se possível ehehehe.
***
(esta parte contém algumas revalações do livro — spoilers) bem, passaram-se mais dois dias e terminei a obra. e que obra! como vi numa frase estes dias que pipocava na internet, têm livros que a gente tem de parar alguns dias, ou, pelo menos, não dá pra começar outra obra em seguida, pois leva-se algum tempo a digerir a recém-finalizada. e é como estou agora. por sorte, o livro que começo a ler é uma biografia (do escritor inglês Alan Moore), o que me dará este tempo necessário para digerir melhor ainda esta obra-prima da ficção (científica), que DEVE ser lida hoje em dia como se fosse atual, tamanha realização do escritor em antecipar esta sociedade de um bilhão de anos a nossa frente.
chegando ao final dela, também constatei que Clarke fez uma analogia interessante com o capitalismo e socialismo/comunismo, criando duas cidades onde se chegou a perfeição destes sistemas, tão em voga na época em que o livro foi escrito. Diaspar, com sua total despreocupação com tudo, sem precisar de trabalho, com tudo a mão a qualquer momento, sem a presença da morte e com vidas que levavam milhares de anos e que voltariam em breve, e Lys, um modelo humano mais próximo da nossa realidade, onde ainda se vive e se morre mais ou menos como aqui, porém, uma comunidade que vivia integrada à natureza abundante da região, com um conselho de moradores que tocavam a pacata vida dacidade, onde quase não se falava, pois os habitantes tinham desenvolvido o poder da telepatia e todos conheciam a todos assim.
não há conflito entre estas duas cidades quando elas inevitalmente se encontram, pelo contrário, logo chegam ao um acordo de que as duas juntas podem conseguir fazer a Terra voltar a ser um local habitável em sua totalidade (no livro, só existe Diaspar e Lys, o resto todo, é apenas deserto).

abaixo, um vídeo legal que achei de alguém que “criou” Diaspar em 3D baseado no livro de Arthur

O primeiro Sarau Benedito

dezembro 1, 2012

pra quem não conheceu, aí está uma matéria feita pelo jornal da Univali (ainda existe?) sobre a primeira edição do Sarau Benedito, que foi de 2007 até 2009, chegando a mais de 40 edições aqui em Itajaí.
inclusive, o nosso grupo foi convidado para fazer o Sarau Benedito lá na Feira do Livro de Porto Alegre, em 2008.
no meu perfil do Facebook, estou postando fotos do Sarau e do CLAP — caderno de literatura que criamos e editamos de 2007 a 2008.

Henry Miller & Laurence Durrell

junho 1, 2012

[tweetmeme source=”romulomafra” only_single=false]estou lendo, atualmente, dois livros. um se chama “Irmã Monika“, de E. T. A. Hoffmann, escrito lá nos idos de 1815, ou seja, bem, há muitíssimo tempo. além de escritor, Hoffmann também foi diretor de orquestra, compositor de óperas, diretor de teatro, catedrático respeitado e boêmio desaforado. e imagine ser isso tudo na virada do século XVII??? Hoffmann influenciou, só pra citar dois famosos, Alan Poe e Charles Baudelaire.
mas o que quero falar mesmo é do segundo livro, chamado simplesmente “Correspondência“, de Laurence Durrell (1912-1990) e Henry Miller (1891-1980), o famoso escritor estadunidense (e que teve um tórrido caso com a escritora francesa Anaïs Nin, mostrado sublimamente no filme Henry & June) de Trópico de Câncer, Trópico de Capricórnio, a trilogia Sexus, Nexus e Plexus, além de vários outros livros, tudo no começo do século XX, no período conhecido “entreguerras”.
e estou lendo “Correspondência” com um certo prazer único. pois, além do livro ser muito raro no Brasil, pelas buscas que fiz, encontrei apenas uma edição na Estante Virtual, ao preço irrisório de 18 reais, e uma edição portuguesa de 1965!!! ou seja, o livro das correspondências entre os dois escritores foi publicado com os mesmos ainda vivos! e isso é citado.
isso sem contar a história dos dois, não muito incomum pra época, mas, como envolve dois grandes nomes da literatura mundial, é, no mínimo, interessante, pois Durrell (*) mandou uma carta em 1935 pra Miller onde indica a obra do escritor estadunidense (mas que morava, então, em Paris) como “a única digna do Homem de que este século se pode gabar”, ao que Miller responde ao anglo-inglês que morava na Grécia como a única carta inteligente de um britânico recebida por Miller sobre seu livro (Trópico de Câncer).
dali em diante, nasceu uma amizade entre os dois que durou 45 anos, até a morte de Miller em 1980.
e, por isso, todo esse prazer na leitura deste raro livro, sobre dois personagens raros da nossa literatura, comentando sobre suas vidas, sua época, suas agruras, alegrias, e, sobre sua arte.

(…) Quando o homem toma plena consciência dos seus poderes, do seu papel, do seu destino, é um artista e cessa de debater-se com a realidade. Torna-se num traidor à raça humana. (…)” Laurence Durrell, em carta de 3 de janeiro de 1937, na página 68 do livro.

(*) o nome de Durrell está escrito errado na capa do livro, conforme errata publicada na mesma edição

Juscelino Kubitschek

setembro 2, 2011

[tweetmeme source=”romulomafra” only_single=false]”Escolhi Brasília como ponto alto do meu governo porque estou convencido de que a nova capital representou um marco. Depois de sua construção ninguém poderia duvidar de nossas indústrias ou da capacidade do trabalho brasileiro. Brasília deixou atrás de si uma nova era de autoconfiança e otimismo.” Juscelino Kubitschek

ontem terminei, emocionado, o excelente livro JK — O Artista do Impossível, que ganhei do meu amigo Felipe Damo de aniversário, lá em março. sim, o livro é extenso, pouco mais de mil páginas, e também demorei pra começar a lê-lo. ainda por cima, enquanto lia JK, li vários outros livros (um deles, terminei hoje, do Henry Miller, “Dias de Paz em Clichy”), por isso essa demora toda.
mas, este tempo todo compensou! o livro é excelente! Claudio Bojunga fez um trabalho minucioso e, creio, esta deve ser a biografia mais completa do grande estadista brasileiro JK.
e, para alguém como eu, que pouco conhecia sobre esta história, desde Getúlio Vargas, desde o Juscelino prefeito de Belo Horizonte e, depois, governador de Minas Gerais, do Juscelino que só perdeu uma eleição (para a Academia Brasileira de Letras, por pressão dos militares brasileiros, já na Ditadura — e com JK tendo seus direitos políticos cassados por dez anos –, quando eles morriam de medo de qualquer coisa que Kubitschek fazia), do Juscelino que foi o primeiro presidente civil eleito pelo povo que começou e terminou seu mandato no prazo estipulado (o seguinte a conseguir esta “proeza” foi somente Fernando Henrique Cardoso, décadas depois), da sua vida simples — apesar das mentiras inventadas pelos militares –, de seu começo simples, do sorriso largo e constante, da música “Peixe Vivo“, da perseguição que sofreu durante toda a sua vida política (antes mesmo de assumir a presidência em 1955 teve de lutar — contra a oposição e militares — pra assumir) e até mesmo das humilhações, após o fatídico 1° de abril de 1964 (que os militares tentam dizer que foi 31 de março, pra não coincidir com o “dia da mentira”), por que passou.
ah sim, e o Juscelino que seguiu a risca a Constituição brasileira que dizia que a capital federal deveria ser num local no centro do Brasil! e ele foi lá e fez. em três anos! três incríveis anos em que um presidente decidiu fazer, e fez! e nesse meio tempo ainda levou o Brasil a começar efetivamente seu desenvolvimento.
claro que isso teve um custo, apontado, injustamente, como o “criador” da nossa gigante dívida externa, porém, à época, não havia outra solução para fazer o Brasil sair do país agrário, e que tinha a começado a mudar com Getúlio Vargas (que se matou para não haver um golpe — militar e civil, como o que aconteceria menos de dez anos depois — e o Brasil mergulhar numa guerra civil). e o livro explica bem esta situação econômica e financeira do país. a ideia de JK era desenvolver, industrializar, para, essa conta ser paga logo após, quando isso começasse a render os frutos que estão, hoje, rendendo, finalmente.
mas, já me alonguei demais numa história que deve ser conhecida por todos nós. o seriado exibido pela Globo, JK, dizem, pois não assisti, foi muito interessante, e, agora, devo vê-lo para “completar” esta biografia deste enorme, maiúsculo brasileiro que foi Juscelino Kubitschek.
hoje, comecei a ler a biografia Stalin, de Isaac Deutscher, que foi um grande opositor do regime do russo Ioussef (e não Joseph, como é comum se escrever) Vissarion Djugachvili (e ele também não se chamava oficialmente Stalin). me parece ser um excelente livro.

Inspiração

março 29, 2011

anos atrás escrevi um conto, chamado “O Primeiro”, que foi publicado em algum CLAP (caderno de literatura que criamos lá em 2007, por um grupo maluco de escritores aqui de Itajaí que também realizava o Sarau Benedito).
este conto, acreditem, foi inspirado numa de minhas “viagens” ao Google Earth, olhando um vale na província de Altay (Респу́блика Алта́й), no sul da Sibéria — divisa entre a Rússia, Mongólia, China e Cazaquistão — no rio Katum‘ (Катунь). simplesmente olhei o lugar, achei ele MUITO BONITO, e dali surgiu a inspiração para escrever um dos contos que mais gosto (quem sabe, um dia será publicado num dos meus livros de contos que tenho para publicar).
agora, lendo o “Larousse das Civilizações Antigas – Volume II“, descubro que um povo importante viveu ali (30 km mais ou menos do rio Katum’) por volta de 450 anos a.C., os Citas.
não que a história do povo Cita bata com a minha história, já que criei uma história mostrando humanos que provavelmente vinham da África rumo ao Oeste (de acordo com a teoria das correntes migratórias) e isso teria acontecido há 60 mil anos, mas, não deixa de ser uma coincidência com o local escolhido por mim (através de apenas uma visualização pelo Google Earth) e a existência real de um povo antigo neste local, o que, quem sabe, pode ter sido herdada destes mesmos homens que deixavam pela primeira vez a África dezenas de milhares de anos atrás. abaixo, o trecho inicial deste conto publicado no caderno de literatura CLAP:


“A visão daquele imenso horizonte hipnotizava-o. Subira até o alto daquele morro, somente para poder deliciar-se com o pôr-do-sol que começaria em instantes, mas que já espalhava pelos céus e terras suas tintas cor de calmante. Sim, ele estava calmo. Era assim que se sentia nestes momentos, e agora, descobria este sentimento dentro de si crescendo, chegando ao ápice naquele dia, naquele momento colorido. Lembrou-se da primeira vez que sentira isto. Desde aquele dia, doze pores-do-sol atrás, quando um frio descia de sua barriga ao admirar as belezas do ocaso. Sentia seu peito se inchando, uma vontade de talvez gritar, de participar mais ativamente daquele momento da natureza. E tudo foi crescendo, querendo sair por seus poros, até chegar ao agora, este momento em que, pela primeira vez, lágrimas brotaram de seus olhos, e seu corpo se retraiu com a força que sentia por dentro, força que acabara de explodir. Mas ele não estava abatido. Momento após, já se sentindo renovado com a experiência que acabara de presenciar, chegara sua companheira. Ela devia estar preocupada com o fato de ele sair sempre perto do fim do dia, deixando seu bando preocupado; e como ele já se tornara uma espécie de guia do bando, não queriam que nada de ruim acontecesse a ele. Naquela noite, diante da fogueira, eles decidiriam se continuariam seguindo para onde-o-sol-nasce, como fora feito pelos seus ancestrais; ninguém mais lembrava o motivo desta longa viagem que, diziam os antigos, seria para salvar a espécie. Naquele momento, antes de decidir pela viagem ou se ficavam naquele local por mais uma geração, ele chamou sua companheira e abraçou-a, indicando que ela deveria permanecer ali com ele, admirando este fim do dia. (…)”

O fim de Itajaí [3]

janeiro 6, 2011

[tweetmeme source=”romulomafra” only_single=false]

ou será apenas os sinais do tempo?
mas, mesmo assim, justificaria Itajaí, uma cidade com 160 mil habitantes ter APENAS DUAS LIVRARIAS?????
sim, depois que a livraria Época, ali na frente da Univali, Rua Uruguai, fechou, agora restam apenas a Casa Aberta (que também é editora, e fica entre a Fundação Cultural e a Caixa Econômica Federal) e a Livraria do Edir, na frente do ponto de ônibus do Itaú, os dois no Centro de Itajaí.
há poucos anos atrás, uns quatro, Itajaí tinha ainda umas quatro ou cinco.
agora, restam duas.
seria “culpa” da vendas de livros pela internet?
ou seria culpa da baixa quantidade de leitores na nossa cidade?
fica a pergunta, o aviso… uma cidade onde poucos lêem, bem, acho que todo mundo imagina que o futuro não pode ser bom.
de qualquer modo, poucas livrarias na cidade já é um péssimo sinal.

ah, e amanhã, dia 07 de janeiro, é dia do leitor. podemos comemorar em Itajaí?

colaboração abaixo, da amiga @pati_tr3ntin, via Twitter

Para alguma coisa serviu

outubro 27, 2010

tudo bem que tem algumas pessoas na face da Terra que gostam de poesia. e algumas destas até gostaram do nosso livro Ciclotimia, publicado no começo deste século/milênio por eu, André Pinheiro e Paulo Zembruski. mas o fato é que na noite passada este livro serviu para mais uma coisa, e algo bem especial:

depois de irmos dormir, uma meia hora depois levantei para ir ao banheiro e fui ver se meu filho, Bernardo, de três anos, já tinha dormido. quando abri a porta, ele abriu os olhos, meio sério, me encarando da cama. cheguei perto, surpreso que ele ainda estivesse acordado e vi que ele estava com o Ciclotimia nas mãos. então, dei um beijo nele e disse que deixaria as duas portas abertas. hoje, quando dava banho nele, perguntei se ele lembrava que eu o tinha acordado na noite anterior, e ele disse que lembrava, pois falou da minha foto na minha “revista”. ele disse que estava chorando também, o que me surpreendeu também. perguntei o motivo: “não gosto de dormir sozinho”. e, claro, por isso pegou o livro (que tem uma foto minha — e do André e do Paulo — na contracapa).

agora, vai me dizer que só por isso (tirando, claro, tudo o que aconteceu por causa desse livro) já não valeria ter publicado um livro, hein? hein? 🙂

Baudelaire e Van Gogh

outubro 10, 2010

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ou, como era boa a segunda metade do século XIX

estou lendo atualmente dois livros: “As Flores do Mal” (Baudelaire), numa versão franco-portuguesa (ou seja, com a poesia original em francês e a tradução na página ao lado) e “Van Gogh” de David Haziot, da séria Biografias da editora L&PM Pocket. duas obras excelentes (sendo que a primeira dispensa maiores comentários, e a segunda, além de dispensar muitos comentários, já que se trata de uma biografia de um dos maiores pintores da História, foi premiada em 2008 pela Academia Francesa) e que merecem ser lidas já que são Universais. antes de ler “As Flores do Mal” também lera “Baudelaire” (de Jean-Baptiste Baronian), da mesma série Biografias da L&PM Pocket. o cara sofreu, e muito. e conseguiu criar basicamente o que conhecemos por poesia nos dias atuais. bem, mas se for falar em sofrimento, Vincent Van Gogh não deixa barato. se bem que, se for falar de sofrimento, estamos falando basicamente de QUASE TODOS os grandes artistas, cientistas etc. etc. pessoas que mudaram o mundo de alguma forma, não o fizeram sem alguma (na maioria das vezes, grande) carga de sofrimento.

Baudelaire pintado por Courbet

porém, na verdade, tudo isso aí que falei foi apenas para escrever sobre os anos em que viveram Baudelaire e Van Gogh (antes, uma coincidência de datas: Van Gogh nasceu em 30 de março e Baudelaire teve seu último problema sério, que o levou a morte, também num 30 de março — minha data de nascimento ehehehe). vejam só os caras que estavam vivo de 1850 à 1900 (e, só pelo nome, dá pra se ter uma ideia do que eles fizeram no mundo) e não diga se não dá uma vontade de ter vivido nessa época aí, hein? como comentei no twitter, são praticamente super-heróis, visto que era uma época muito sofrida, principalmente para os que usavam mais o intelecto. praticamente todos estes daí sofreram e sofreram muito, mas, levaram-nos à uma categoria mais elevada de humanidade:

Vincent Van Gogh (1853 – 1890)
Jean-Nicolas Arthur Rimbaud (1854 – 1891)
Honoré de Balzac (1799 – 1850)
Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola (1840 – 1902)
Guy de Maupassant (1850 – 1893)
Charles-Pierre Baudelaire (1821 – 1867)
Jacques Anatole François Thibault “France” (1844 – 1924)
Edgar Allan Poe (1809 – 1849)
Fernando António Nogueira Pessoa (1888 – 1935)
Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde (1854 – 1900)
Charles Lutwidge Dodgson “Lewis Carroll” (1832 – 1898)
Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust (1871 – 1922)
Wilhelm Grimm (1786 – 1859)
Jacob Grimm (1785 – 1863)
William Butler “W. B.Yeats (1865 – 1939)
George Bernard Shaw (1856-1950)
Agatha “Christie” May Clarissa Mallowan (1890 – 1976)
Gertrude Stein (1874 – 1946)
Francis Scott Key Fitzgerald  (1896 – 1940)
James Matthew Barrie (1860 – 1937)
Rudyard Kipling (1865 – 1936)
Gustave Flaubert (1821 – 1880)
André Paul Guillaume Gide (1869 – 1951)
Franz Kafka (1883 – 1924)
Jules Michelet (1798 – 1874)
David Herbert “D. H.” Lawrence (1885 – 1925)
Virginia Woolf (1882 – 1941)
Kathleen “Katherine” Mansfield Beauchamp (1888 – 1923)
Louis-Jacques-Mandé Daguerre (1787 – 1851)
Norman Rockwell (1894 – 1978)
Cole Albert Porter (1891 – 1964)
Mary Jane “Mae” West (1893 – 1980)
Joaquim Maria Machado de Assis (1839 – 1908)
José Bento Renato Monteiro Lobato (1882 – 1948)
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831 – 1852)

Tarsila do Amaral (1886 – 1973)
Ernesto Júlio de Nazareth (1863 – 1934)
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881 – 1922)

Euclides Rodrigues da Cunha (1866 – 1909)
João da Cruz e Sousa (1861 – 1898)
José Martiniano de Alencar (1829 – 1877)
Antônio Frederico de Castro Alves (1847 – 1871)
Casimiro José Marques de Abreu (1839 -1860)
Antônio Gonçalves Dias (1823 – 1864)
Olavo Brás Martins Bilac (1865 – 1918)
José Pereira da Graça Aranha (1868 – 1931)
Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959)
Francisca Edwiges Neves “Chiquinha” Gonzaga” (1847 – 1935)
José Carlos do Patrocínio (1853 – 1905)
Ruy Barbosa de Oliveira (1849 – 1923)
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (1849 – 1910)

Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)
Padre Roberto Landell de Moura (1861 – 1928)
Virgílio Várzea (1863 – 1941 )

Anton Pavlovich Tchekhov (1860 – 1904)
Fiódor Mikhailovich Dostoiévski (1821 – 1881)
Nikolai Gogol (1809 – 1852)
Lev Nikoláievich Tolstói (1828 – 1910)
John Silas Reed (1887 – 1920)
Boris Leonidovitch Pasternak (1890 – 1960)
Thomas Stearns Eliot OM “T.S. Eliot” (1888 – 1965)
Samuel Langhorne Clemens “Mark Twain” (1835 – 1910)
Henry Valentine Miller (1891-1980)
Vladimir Vladimirovich Nabokov (1899 – 1977)
William Cuthbert Faulkner (1897 – 1962)
Ezra Weston Loomis Pound (1885 -1972)
James Augustine Aloysius Joyce (1882 – 1941)
Robert Louis Balfour Stevenson (1850 – 1894)
Howard Phillips [H. P.Lovecraft (1890 – 1937)
Hermann Hesse (1877 – 1962)
Walt Whitman (1819 – 1892)
Herman Melville (1819 – 1891)
Charles John Huffam Dickens (1812 – 1870)
Ralph Waldo Emerson (1803 – 1882)
Jules Verne (1828 – 1905)
Amandine-Aurore-Lucile Dupin, “George Sand” (1804 – 1876)
Emma Goldman (1869 – 1940)
Thomas Mann (1875 – 1955)
Stéphane Mallarmé (1842 – 1898)
Victor-Marie Hugo (1802 – 1885)
Pierre Jules Théophile Gautier (1811 – 1872)
Abraham “Bram” Stoker (1847 – 1912)
Prosper Merimée (1803 – 1870)
Alexandre Dumas (1802 – 1870)
Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775-1854)
Charlotte Brontë (1816 — 1855)
Louis Boulhiet (1829-1869)
Gaspard-Félix Tournachon “Nadar” (1820 – 1910)
Emanuel Rudzitsky “Man Ray” (1890 – 1976)
Ehrich Weiss “Harry Houdini” (1874 – 1926)
Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864 – 1901)
John Everett Millais (1829 – 1896)
Henri-Émile-Benoît Matisse (1869 – 1954)
Amedeo Clemente Modigliani (1884 – 1920)
René François Ghislain Magritte (1898 – 1967)
Gustav Klimt (1862 – 1918)
Jules Chéret (1836 – 1932)
Édouard-Henri Avril ( 1843 – 1928)
Mary Wollstonecraft Shelley (1797 – 1851)
Arthur Ignatius Conan Doyle (1859 – 1930)
Ferdinand Victor Eugène Delacroix (1798 – 1863)
Edvard Munch (1863 – 1944)
Paul Marie Verlaine (1844 – 1896) também nasceu em 30 de março
Pierre-Narcisse Guérin (1774 – 1833)
Oscar-Claude Monet (1840 – 1926)
Eugène-Henri-Paul Gauguin (1848 – 1903)
Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez (1886 – 1957)
Joan Miró i Ferrà (1893 – 1983)
Edgar Hilaire Germain Degas (1834 – 1917)
Pierre-Auguste Renoir (1841 – 1919)
Édouard Manet (1832— 1883)
Jacob Camille Pissarro (1830 – 1903)
Paul Cézanne (1839 – 1906)
Jean-Baptiste Camille Corot (1796 – 1875)
Antoni Gaudí i Cornet (1852 – 1926)
François-Auguste-René Rodin (1840 – 1917)
Charles-Edouard Jeanneret-Gris “le Corbusier” (1887 – 1965)
Aristide Maillol (1861-1944)
Camille Claudel (1864 – 1943)
Marcel Duchamp (1887 – 1968)
Wassily Kandinsky (1866 – 1944)
Jean Baptiste Carpeaux (1827 – 1875)
Ernest Miller Hemingway (1899 – 1961)
Frédéric Auguste Bartholdi (1834 – 1904)
Alfred Tennyson (1809 – 1892)
Henrik Johan Ibsen (1828 – 1906)
Maxime Du Camp (1822-1894)
Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry (1871 – 1945)
Thomas Alva Edison (1847 – 1931)
Albert Einstein (1879 – 1955)
Alexander Graham Bell (1847 – 1922)
Marie Curie (1867 – 1934)
Pierre Curie (1859 – 1906)
James Clerk Maxwell (1831 – 1879)
Louis Pasteur (1822 – 1895)
Marquês Guglielmo Marconi (1874 – 1937)
Max Karl Ernst Ludwig Planck (1858 – 1947)
Gustav Ludwig Hertz (1887 – 1975)
Niels Henrick David Bohr (1885 – 1962)
Ernest Rutherford (1871 – 1937)
Fryderyk Franciszek Chopin (1810 – 1849)
Liszt Ferenc (Franz Liszt) (1811 – 1886)
Louis Hector Berlioz (1803 – 1869)
Carlos Gardel (1890 – 1935)
Johannes Brahms (1833 – 1897)
Niccolò Paganini (1782 – 1840)
Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy (1809 – 1847)
Georges Alexandre César Léopold Bizet (1838 – 1875)
Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (1813 – 1901)
Anton Bruckner (1824 – 1896)
Claude-Achille Debussy (1862 – 1918)
Anton Bruckner (1824 – 1896)
Wilhelm Richard Wagner (1813 — 1883)
Serguei Sergueievitch Prokofiev (1891 – 1950)
Sergei Vasilievich Rachmaninoff (1873 – 1943)
Béla Viktor János Bartók de Szuhafő (1881 – 1945)
Charles Spencer Chaplin (1889 – 1977)
Alfred Joseph Hitchcock (1899 – 1980)
Mohandas Karamchand Gandhi (1869 – 1948)
Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900)
Karl Heinrich Marx (1818 – 1883)
Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (1814 – 1876)
Maximilian Karl Emil Weber (1864 – 1920)
Pierre-Joseph Proudhon (1809 – 1865)
Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (1798 – 1857)
Bertrand Arthur William Russell (1872 – 1970)
Vladimir Ilyitch Uliánov “Lenin“, (1870 – 1924)
Róża Luksemburg “Rosa Luxemburgo” (1871 – 1919)
Jacob Christoph Burckhardt (1818 – 1897)
Benedetto Croce (1866 – 1952)
Henri Bergson (1859 – 1941)
Henry David Thoreau (1817 – 1862)
Sigismund Schlomo Freud (1856 – 1939)
Charles Robert Darwin (1809 – 1882)
Arthur Schopenhauer (1788 – 1860)
José Ortega y Gasset (1883 – 1955)
Joseph Conrad (1857 – 1924)
Hippolyte Léon Denizard Rivail “Allan Kardec” (1804 – 1869)
Giuseppe Garibaldi (1807 – 1882)
Abraham Lincoln (1809 – 1865)
Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775-1854)
Johann Friedrich Theodor “Fritz” Müller (1821 – 1897)
Charles Sanders Peirce (1839 – 1914)
Nicolas Camille Flammarion (1842 – 1925)
Nikola Tesla ( 1856 – 1943)

claro que esta lista não está completa, nem provavelmente nunca estará. portanto, aceito nomes que devem ter faltado nesta minha humilde lista.

Folia das Falas

agosto 4, 2010

por e-mail:

FOLIA DAS FALAS, um festival em que a poesia adquire o status de protagonista da vida cultural de Itajaí. São 7 dias de leituras, debates, lançamentos de livros, mas sobretudo de espaço e tempo dedicados àquilo de que a humanidade mais vem precisando: poesia.

Poesia que está além dos poemas, dos autores, dos livros, um tipo de voz  interior que vem, há milhares de anos, invisivelmente alimentando as nossas almas.

FOLIA DAS FALAS, assim, constitui uma possibilidade inédita de apreciação de poesia na cidade de Itajaí, inserindo-a no contexto literário nacional e permitindo à clientela um momento de reflexão e formação humanística.

OFICINAS:

1- Da Poesia ao Livro Artesanal (20h/a) – Cristiano Moreira (SC)
Local: Espaço Instituto Caracol Navegantes /  Horário: 18h30-21h30
Período: 16 à 20/08
Endereço: Av. João Sacavem, 160 Centro ((47)9948-4312)

2- Oficina da Palavra Selvagem(20h/a) – Fernando Karl (SC)
Local: SESC-Itajaí  /  Horário: 14h-18h  /  Período: 09 à 14/08

3- Performance a partir da poesia – Ricardo Aleixo (04h/a) (BH)
Local: SESC-Itajaí  /  Horário: 14h-18h  / Período: 08 (on-line) e  09/08 (presencial 9h-13h30)
Inscrições pelo fone: (47)3348-9291 / marcelomorais@sesc-sc.com.br

PROGRAMAÇÃO

09/08 – segunda-feira
Workshop: Poesia a partir da Poesia (Ricardo Aleixo)
Horário: 09h às 13h30
Local: Célio´Restaurante

MESA 1: A Literatura em Itajaí
Horário: 20h
Local: Célio`s Restaurante
Convidados de Itajaí: Hélio Cordeiro (SC)/ Álvaro Castro(SC) / André Pinheiro(SC) / Marlene Rothbart (SC)

21h30 – Performance: Música para modelos vivos movidos a moedas (Ricardo Aleixo – BH)
Local: Galeria Municipal de Artes

10/08 – terça-feira
MESA 2: literaturas
Horário: 20h
Local: Célio`s Restaurante
Convidados: Ricardo Aleixo (BH) / Sebastião Aragão (SC) / Enzo Potel  (SC)

21h: Apresentação: Os Poets (RS)

11/08 – quarta-feira
MESA 3: Poesias e Novos Suportes
Horário: 20h
Local: Célio`s Restaurante
Convidados: Clarah Averbuck (RS) / Claudio Daniel (Revista Zunai)(SP) / Carlos Schroeder

22h – Apresentação Musical: Chorões do Porto (SC)
Local: Célio`s Restaurante

12/08 – quinta-feira
MESA 4: Algaravia
Horário: 20h30
Local: Célio`s Restaurante
Convidados: Ronald Augusto (RS)/ Cristiano Moreira (SC) / Fernando Karl (SC)

22h – Performance Telma Scherer (RS)
Local: Célio`s Restaurante

13/08 – sexta-feira
MESA 5: Poesia em Periódicos
Horário: 20h
Local: Célio´s Bar
Convidados: Suzana Scramim  (SC)/ Ademir Demarchi (SP) / Dennis Radünz (SC)

22h – Sarau Cooperifa (SP)
Local: Célio`s Restaurante

14/08 – sábado
MESA 6: POESIA E COM-TATO
Local: Célio`s Restaurante
Horário: 20h
Convidados: Rhyana Gabech (SC) / Raquel Stolfl (SC) / Telma Scherer (RS)

22h – Performance Palavra Muda com Coletivo 3ª Margem(Itajaí)
Local: Pier Café (Rua Hercílio Luz, 137)

15/08 – domingo
21h – Espetáculo Pequeno Inventário de Impropriedades (SC)
Local: Teatro Municipal de Itajaí