Sobre a carga tributária do Brasil e os clássicos mimimis

agosto 19, 2016

texto retirado do Facebook (link tá no nome do autor no fim do texto):

A carga tributária do Brasil é de 34,4%.

O que isso quer dizer?
Nada.
A do Chade é 4,2%, de Angola 5,7% e Bangladesh 8,5%.
A do Reino Unido é 39%, da Áustria 43,4% e da Suécia 47,9%.

Alguém pode vir com alguns poucos exemplos de países que pagam menos do que nós e estão melhor, mas isso também não quer dizer NADA.

O problema real tem muito mais a ver com a forma como é cobrado. Como já escrevi em vários textos, o Brasil cobra
– muito no consumo e
– pouco na renda.

Isso na média. Porque mesmo na renda se cobra
– pouco de quem está em cima
– muito de quem está embaixo.

Resultado:
– A galera de baixo é a que mais sente
– A galera do meio é a que mais paga,
– A galera de cima não sente e (quase) não paga.

Como assim?
Se você ganha até R$ 1900, como 66% dos brasileiros, não paga imposto de renda. Mas todo o seu dinheiro vai para a subsistência, que é taxada. Absurdamente taxada.
Sobra nada.
E ainda usa um serviço público ruim.

Se você ganha entre R$ 2000 e R$ 6800, como 25% dos brasileiros, pode pagar até 27,5%. E também gasta muito para sobreviver, então paga alto.
Sobra pouco.
E não quer usar o serviço público ruim, então sobra menos ainda.

Bom mesmo é quem ganha muito.
Mas muito, aquele 1% de cima, sabe?
Esse reclama porque a empresa dele é taxada, mas embute isso no preço dos produtos – aquele imposto que mata o resto dos brasileiros – enquanto tem sua renda isenta. Chamam de lucros e dividendos.
Sabe quantos países isentam lucros e dividendos?
Dois.
Brasil e Estônia.
Quando muito, essa galera de cima paga aquela média de 3% sobre o patrimônio, enquanto a média mundial está entre 8% e 12%.
E aí ficamos discutindo se a CPMF é boa ou ruim.
E por quê?
Porque a galera do meio compra facinho o discurso de que a carga tributária é alta.
Só que a Suécia tem 7 vezes mais dinheiro por habitante para gastar no serviço público.
Mas a galera de cima não usa serviço público.
Ela quer mesmo é pagar ainda menos imposto.
Então, vende esse discurso para a galera do meio, que passa a querer
– imposto baixo angolano e
– serviço público sueco.
É isso.
Reflita.

Rogério Godinho

Bons exemplos a mídia não quer mostrar, né?

julho 29, 2016

E acabamos o terceiro dia de ensaios, já passamos por DOIS DIAS DE APRESENTAÇÕES do Congresso dos MENINOS CANTORES em Itajaí, e até agora, NÃO VI UMA CÂMERA DE TV indo cobrir o evento… Nada! Zero! Já participei de muitos, muitos congressos mesmo, em todas as cidades que possuem coros federados, e praticamente em todas vi cobertura dos canais de televisão.
Entrei em contato com as três maiores da cidade, RBS, TVBE e Ric Record. Nem todas retornaram, mas enviei release para todas elas. Sem contar a imprensa escrita, ao qual só saiu uma matéria no Sem Censura, que eu mesmo escrevi.
Se formos esperar pela grande imprensa local, pelo jeito, a CULTURA está lascada. Depois, dá-lhe midiotas reclamando nos seus jornalísticos, dá-lha matérias e matérias sobre crimes, minutos e minutos sobre maletas premiadas e propagandas em espaços que deveriam tratar de assuntos relevantes ao público.
Aí nos perguntamos por que há tão pouco público pra eventos culturais. Uma das respostas está aí: o descaso quase que total para eventos culturais que não tenham investimentos FINANCEIROS em mídia. A mesma mídia que reclama da corrupção, age de forma corrupta também, não se engane. Se nós pagássemos bons (e caros) anúncios nas TVs teríamos cobertura completa!
Teríamos páginas nos jornais impressos, com boas fotos e matérias instigando a população a conhecer o evento.
Mas, como não rola grana, não rola divulgação. Isso não acontece somente conosco. Acontece em muitos outros eventos culturais. Acontece até com o esporte, ainda que esporte tenha muito mais divulgação em todos os meios de comunicação (eles têm até parte fixas diariamente nos televisivos, assim como páginas especiais também diárias nos impressos)!

(e como não estou podendo acompanhar todos os jornais etc., se cometi algum engano, se saíram matérias sobre o congresso nos impressos, se estiveram filmando e não vi, fizeram entrevistas com as crianças participantes, mostraram as apresentações e afins, corrigirei com o maior prazer!)

texto da semana passada que tinha publicado somente no Facebook, mas trago pra cá

A Política do ódio

julho 26, 2016
gilmar

Que conveniente, hein????

A nota do PT demonstrando o que aconteceu no Encontro Municipal do Partido dos Trabalhadores ontem causou furor na política municipal. E trouxe algumas opiniões a baila, principalmente dos que se sentiram diretamente atingidos por ela, a constar, o PSDB — que quer que o PT saia sozinho, isolado, pois tiraria votos do neo-peemedebista Volnei Morastoni (que o colunista do PSDB insiste em chamar de Volnei José, sabe-se lá por quais motivos).

E o ódio veio mais de lá, do que do acusado de ser “raivinha” na política municipal, inclusive por estes que espalham a raiva na política pelas coisas não estarem correndo como queriam. Agora, estes mesmos, chamam o PP de partido da Canhanduba e conseguem se esquecer de um ex-deputado estadual e secretário do próprio partido (PSDB) esteve há alguns dias como hóspede na mesma Canhanduba — só lembrando que nenhum petista aqui da nossa região esteve preso por algum ato de corrupção. 
E nos cobram por ESTAR CONVERSANDO com o PP!
Nos querem isolados.
E não estão gostando nem um pouco de sairmos do isolamento.
Porém, há pouquíssimo tempo, os mesmos que agora nos criticam e chamam o PP de partido da canhanduba, no acusavam de ser o “partido do petrolão”, partido de criminosos e afins.
Eles preferem a política do ódio. Da pecha. Das generalizações, mas, só quando lhes convém. E agora convém a eles nos lembrar que devemos “nos manter puros”, de não nos misturarmos com o “partido da Canhanduba”.
Olha, eu trabalho na prefeitura há mais de nove anos, e muito desse tempo, foi com pessoas de todos os partidos que fazem parte do governo atual. Inclusive do PP. E tenho absoluta certeza que não dá pra chamá-los de “partido da canhanduba”, assim como não chamo os tucanos de “partido dos cheiradores”, ou seja lá que idiotice gostem de generalizar. E só pra lembrar, muitos que eram do PMDB, com quem trabalhei, sempre foram contra o Golpe, por exemplo. E daí? Daí que cada realidade é uma realidade, as conjunturas são diferentes. Só não mudam os que preferem a cultura do ódio, das generalizações.
Fui e sou um dos maiores críticos deste governo. E continuarei sendo. Não defenderei coligação com o PP, pelo contrário. Mas o fato óbvio é que na política ou se conversa, ou o partido está tão bem assim que não precisa conversar com ninguém. É claro que o PT de Itajaí, com um vereador, e com toda a conjuntura nacional, está isolado. Mas não tanto quanto querem alguns.
E aí saem mandando petardos, querendo que voltemos a nossa “insignificância”, que cumpramos o papel que eles querem que cumpramos, para seus fins eleitorais. Na minha visão, normal. Porém, estão arrotando algo que nem possuem, pra ver se parte do eleitorado cai na deles.
Azar o deles. Nós não estamos tão isolados quanto eles querem. Estamos e vamos conversar SIM. Estamos no jogo, ao contrário do que muitos queriam.😉

Meninos Cantores invadem Itajaí a partir desta quarta

julho 19, 2016

Sem título-1São apenas treze coros no Brasil inteiro. No mundo, cerca de 40 mil cantores espalhados por 35 países de todos os continentes conhecidos internacionalmente como “Pueri Cantores”. Aqui no Brasil eles são chamados de Meninos Cantores e estão distribuídos por três regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste; e Itajaí receberá a partir desta quarta, 20, no XIV Congresso Regional Sul da Federação dos Meninos Cantores do Brasil, coros de Santa Catarina (das cidades de Xaxim, Nova Erechim, bem como o coro que recepciona o evento, o Carpe Diem, aqui de Itajaí), Rio Grande do Sul, com um coro de Novo Hamburgo, Paraná, de onde vem o coro de Campo Largo, e dois coros convidados de Minas Gerais, de Itabirito e Sete Lagoas, este último, ainda com problemas para vir, por motivos de falta de apoio do poder público de sua cidade.

Federação Internacional

A Federação Internacional de Meninos Cantores foi criada efetivamente somente em 1944, porém, a tradição de meninos cantores na igreja Católica vinha de longa data, e com a renovação musical litúrgica pretendida pelo papa São Pio X a partir de 1902, foi criado o primeiro coro dos Pequenos Cantores da Cruz de Madeira (Petits Chanteurs de la Croix de chorus pueri cantoresBois) em Paris e que cantou pela Europa pedindo a paz enquanto o mundo logo mergulhava nas duas Grandes Guerras Mundiais que não conseguiram destruir o objetivo daqueles pequenos cantores. Então, no penúltimo ano da Segunda Guerra Mundial o arcebispo de Paris, Monsenhor Suhard autorizou a criação desta organização mundial que sobrevive até hoje. Em 11 de novembro de 1944 o criador do primeiro coro dos Pequenos Cantores, Fernand Maillet realizava o primeiro concerto com 300 cantores na igreja de Santo Eustáquio. O primeiro congresso internacional se realizou em Roma já com 90 coros europeus em 1947, seguindo-se congressos em 49 e 51, até que em 1965 a Santa Sé aprovou os estatutos da federação e os Pueri Cantores começaram a fazer parte oficialmente da Igreja Católica Apostólica Romana no movimento eclesial, dentro do Conselho Pontifício para os Leigos

A partir de 1995 e 2001, com mudanças no estatuto da federação, a entrada de meninas começou a ser aceita. Lembrando que o fato de hoje meninas só serem aceitas até os 18 anos — o que ainda é um fato recente — e de homens poderem fazer parte até a idade que puderem cantar, se dá por conta de ser necessário num coro as vozes masculinas (ou escuras), que são os tenores e baixos e são vozes que só aparecem na maturidade humana, ao contrário das vozes claras, sopranos e contraltos, onde crianças podem cantar tranquilamente nesta região, e, é o objetivo dos Pueri Cantores.

Congresso a partir desta quarta

nacional98Como na primeira apresentação da Federação lá em 1944, cerca de 300 cantores estarão em Itajaí nestes quatro dias de congresso. Elea ficarão hospedados em sete comunidades da cidade, São João, São Vicente, São Cristóvão, Vila Operária, São Judas, Dom Bosco e Fazenda, mantendo a tradição da federação nacional que é hospedar os meninos e meninas cantoras nas casas da comunidade, fazendo assim parte da integração entre a população que recepciona com os cantores que trazem suas peculiaridades e seu cantar. Todas estas comunidades, exceto São Judas e Dom Bosco (que infelizmente não puderam participar oficialmente das hospedagens) também receberão uma apresentação do coro hospedado na missa de domingo pela manhã, que será o último evento do congresso, portanto, agende-se para a manhã de domingo, 24, nas paróquias citadas.

Já a abertura do congresso dos Meninos Cantores será na quinta-feira, 21, com as apresentações do coro anfitrião, o Carpe Diem, que completa neste mesmo dia trinta anos de existência, também parte da programação. A partir das 20h, o coro infantil Carpe Diem, em seguida o Coro Carpe Diem, seguindo apresentações de solo, trio (piano, cello e violino), orquestra de Câmara do IMCARTI, coro e orquestra, e pra finalizar a noite, o grande Coro do Congresso, com todos os coros cantando juntos Ave Maria (de Caccini) e Va, Pensiero de Verdi. Já na segunda noite, será o Concerto de Gala da Federação, com cada um dos sete coros apresentando-se sozinho, e no final, todos cantam novamente as duas músicas do Coro do Congresso. No sábado, é a vez da Missa de Encerramento na Matriz do Santíssimo Sacramento, no Centro de Itajaí, a partir das 19h30. Esse é ponto alto do congresso, quando todos os coros cantam juntos toda a parte regular da missa. Neste congresso de Itajaí, será apresentado a Missa João Paulo II, do catarinense José Acácio Santana, falecido em 2015, missa escolhida especialmente pelo maestro do Carpe Diem, Paulo Sezerino. “Quisemos homenagear um dos maiores compositores contemporâneos de música sacra de Santa Catarina e o próprio Carpe Diem desde o seu início cantou músicas de José Acácio, então nada melhor que prestar esta homenagem a sua memória”, destacou o também presidente do IMCARTI – Instituto de Música, Canto e Arte de Itajaí, que completa seus 30 anos juntamente com o coro neste 21 de julho. Todos os eventos são com entrada gratuita.

10557373_693955420684239_2469745300590753175_nA rotina dos coralistas que vêm de várias partes do Brasil será também intensa, já que todos só terão três dias praticamente para juntarem suas vozes e ensaiarem as partes da missa que cantarão no sábado. “Todos eles já têm desde o começo do ano as partituras para ensaiarem nas suas cidades as músicas que cantarão em Itajaí, tanto as da missa como as músicas que fecham todas as noites do congresso”, lembrou Sezerino. No domingo, após os coros cantarem nas paróquias hospedeiras (São Cristóvão, São Vicente, São João e Fazenda — somente na Vila, que não tem missa aos domingos de manhã, terá o coro cantando na sua celebração no sábado às 18h), todos irão ter o almoço de despedida, e em seguida, voltam para suas cidades.

Congresso Internacional no Brasil em 2017

2013E pela primeira vez a América Latina a Federação Pueri Cantores sediará um congresso internacional, e será no Brasil, no mês de julho. O Coro Carpe Diem ainda terá que passar, como todos os coros brasileiros e de todos os outros países, por uma seleção que acontecerá antes para poder se habilitar a participar deste que será sem dúvida o maior evento dos Meninos Cantores das Américas, no ano que vem. “Será uma honra representarmos Itajaí, o Vale do Itajaí ou quem sabe Santa Catarina num congresso internacional, que é o nosso sonho desde que entramos na Federação em 1992”, pontuou Paulo Sezerino.

O que: Congresso Regional Sul dos Meninos Cantores do Brasil

Onde e quando: dia 21 e 22 no clube da Vila, às 20h, 23 na igreja Matriz do Ssmo. Sacramento às 19h30 e 24 nas paróquias hospedeiras durante a missa da manhã de domingo

Quem:
Coral Dom Silvério (MG)
Canarinhos de Itabirito (MG)
Coro Arautos do Grande Rei (SC)
Canarinhos de Campo Largo (PR)
Coro Carpe Diem (SC)
Coral dos Meninos Cantores de Nova Erechim (SC)
Meninos Cantores da Catedral (RS)

Fotos: coro de Meninos Cantores (Pueri Cantores) do Vaticano; Congresso Nacional dos Meninos Cantores em Itajaí no ano de 1998; congresso dos Meninos Cantores em Campo Largo em 2014; Congresso dos Meninos Cantores em Sete Lagoas em 2013

E quem elegeremos?

junho 24, 2016

E finalmente chegamos no final de junho. Ou quase nele. Na última eleição, com as datas antigas, esta seria a época em que se estariam definindo todas as coligações possíveis para as eleições municipais. Porém, com a alteração do calendário eleitoral, que não tenho dúvidas, piorou a situação para todos já que se diminui o tempo em que o eleitor tem para PESQUISAR e PENSAR em que irá votar, agora, a nova data final pras coligações se decidirem é 4 de agosto. Ou seja, ainda maaaais de um mês pra toda essa lenga-lenga que não importa ao eleitor. Quer dizer, vai importar quando se decidir. Porém, enquanto os bastidores fervem, o eleitor fica na expectativa do que terá pra votar dali pouco mais de dois meses. Sessenta dias é o tempo que foi dado ao eleitor pra debater, conhecer, e decidir em que irá votar. Na minha opinião, muito pouco. Enquanto isso, ficamos nesta expectativa, sabendo que nestes bastidores, seja aqui em Itajaí, Brusque ou Salvador, a negociação de cargos é o que funciona a todo vapor, com o aval nosso, do povo, que prefere se omitir em MUDAR realmente o sistema político achando que de quatro em quatro anos pode exercer sua liberdade de votar em quem quiser.

mafalda sistemaSim, temos bons candidatos. Principalmente aos legislativos, sempre teremos ótimas opções pra votarmos. Mas, em quem vamos votar? Quem serão os vereadores eleitos Brasil afora? Faço uma aposto contigo, leitor, que serão em sua esmagadora maioria, aqueles que gastarem mais dinheiro (oficialmente ou por caixa dois) nas suas campanhas. Serão eleitos aqui em Itajaí aqueles que ostentarem mais poder. Aqueles que apareceram mais na mídia ao longo destes quatro anos, pelo menos. Infelizmente, não vamos eleger pessoas que pensam política. Claro que algumas delas, destas que serão eleitas, também pensam política. Mas a maioria que entrará novamente, só está lá pra pensar em política eleitoral, seus cargos e tentar emplacar alguma coisa em quatro anos que o faça ter visibilidade — do contrário, é tentar comprar a mídia pra aparecer bastante e da forma mais positiva possível. E o povo é MANIPULADO, como sempre, pela mídia, mesmo que nesse caso, de forma até indireta, já que a mídia dá oportunidade àqueles que também têm mais poder. A mídia não gosta de mostrar pobre, não gosta de mostrar quem pensa e faz política. Quem tem ideologia. A única ideologia que presta para o patronato (que manda na mídia) é a ideologia do dinheiro. Se fez bastante dinheiro, é alguém bom. Do contrário, é coisa de, argh, intelectual, e disso, ninguém quer saber.

Portanto, esperemos as definições das majoritárias até começo de agosto. Mas comecemos a observar com mais afinco nossos candidatos (ainda pré-candidatos) ao legislativo itajaiense! Temos muitos candidatos bons, e possivelmente, apostaria naqueles que serão os menos vistosos, entretanto, estes terão as menores chances de entrar na Câmara de Vereadores. Teremos muitos reeleitos, com certeza. Falam em renovação, mas, SE TODOS foram candidatos à reeleição, exceto os que passaram alguma temporada no presídio da Canhanduba, todos têm boas chances de serem reeleitos novamente. Mas, quem decidirá, será tu, eleitor. Ainda dá tempo.

da minha coluna no Sem Censura desta semana

A pré-eleição dos vices

junho 8, 2016

Apesar de a temperatura estar caindo drasticamente nesta segunda semana de junho, os bastidores pré-eleitorais — que daqui algumas poucas três semanas se tornarão eleitorais — estão fazendo o caminho oposto dos termômetros e tudo parece ainda mais quente. E se tivéssemos um meteorologista eleitoral, ele diria que é exatamente esta a tendência para os próximos dias e semana: muito calor!

restaNão temos, até o momento, o que parece ser o maior problema para os até então pré-candidatos: candidatos a vice-prefeito. Nenhum destes até o momento têm isso fechado. Claro que geralmente se deixa para a última semana antes das convenções que decidirão quais e quais coligações escolheremos dia 4 de outubro. Mas, como temos nesta semana já uma nova profusão de pré-candidatos a prefeito, com a entrada definida de Anna Carolina (PSDB) — o que causou um certo mal-estar no vereador que mudou de partido, Dedé, e que tinha ido pro PSDB dizendo que seria candidato a prefeito, além da saída do DEM de uma possível coligação com o PSDB com este anúncio — e a volta de Osvaldo Mafra (SD) para o rol dos possíveis candidatos ao paço, além de outros anunciados anteriormente, entre eles Níkolas Reis e Marcelo Sodré (PDT) e até agora aparece o nome do já ex-secretário da Educação de Itajaí, Edison d´Ávilla (PP) como possível nome.

Todos estes citados, duvido muito que algum deles reste como cabeça-de-chapa no começo do mês de julho. Provavelmente, um ou dois, podem acabar como vice daqueles quatro principais que listei na semana passada, com exceção do nome de Deodato Casas (PSDB) que anunciou publicamente que não será candidato, dando vez para a vereadora Anna Carolina. PORÉM, sabemos que políticos tendem a mudar de opinião, bem como o próprio eleitor, e em cima da hora, dependendo da conjuntura das alianças possíveis, isso possa mudar. Ainda não acredito que Anna arriscará uma reeleição quase garantida para a Câmara de Vereadores. E essa rasteira em Dedé, que contava ser candidato pra majoritária, pode ainda ser revista, bem como a desistência de Deodato.

Então temos essa nova troca no posto principal dos pré-candidatos à prefeitura de Itajaí, com Décio Lima (PT), Dalva Rhenius (PSB), Volnei Morastoni (PMDB) e Anna Carolina (PSDB). Resta o mais importante, que, como disse na coluna passada, irá decidir já no começo de julho provavelmente o eleito de Itajaí — a se confirmar dia 4 de outubro, — que é: pra onde irão PDT, PSD, PP, DEM, PR, SD, PPS e PCdoB, que são os partidos mais fortes — por ordem de força política atual — nesta pré-disputa indireta que acontece no exato momento em Itajaí. Agora, para os que acompanham o cenário, resta aguardar onde vão dar tantas conversas entre todos os partidos que irão pra disputa em outubro.

da minha coluna desta semana no Sem Censura

Em 30 dias teremos o prefeito de Itajaí a partir de 2017

junho 1, 2016

eleicoesIsso mesmo. Daqui pouco mais de trinta dias saberemos quem será o próximo prefeito de Itajaí entre 2017 e 2020. Claro que ele não estará eleito, mas, teremos, como sempre tivemos, os dois com mais chances escolhidos por seus partidos e, logo em seguida, dentro de suas coligações. No começo de julho os partidos deverão estar com seus candidatos a prefeito e vice definidos, bem como as coligações.

E já aponto aqui o vencedor do pleito: aquele que tiver a maior coligação, com mais partidos, deverá ser o eleito em outubro. É estranho falar isso? É, eu também penso assim. Não deveríamos eleger um prefeito com este argumento, não é mesmo? Mas é exatamente assim que será. Elegeremos o prefeito com os maiores partidos em sua coligação. É praticamente um fato. Pelo menos, na lógica do eleitorado itajaiense; e diria que não teremos opção, inclusive. Por isso a luta é grande nos bastidores da política local essa busca por uma boa coligação. O velho governo de coalizão, que só há pouco tempo começou a ser chamado assim: um governo com vários partidos, e que perde parte de suas qualidades ideológicas pra força (através do número de legisladores governistas) que acaba ganhando principalmente no legislativo, ao qual todos os governos ficam sujeitos. Como falei semanas atrás, um Executivo sem um Legislativo, fica refém e pode acabar sendo derrubado do poder, como aconteceu em Brasília no golpe branco que tirou (ainda que momentaneamente) Dilma Rousseff da presidência.

Mas, voltando a nossa Itajaí, estes próximos trinta dias serão quentíssimos e definirão, provavelmente, o nosso próximo prefeito nos quatro anos seguinte. A não ser, é claro, que aconteça o que é quase impossível, e tenhamos, três ou quatro candidaturas fortes pra prefeitura, o que acho muito difícil diante do que tem acontecido nas últimas eleições majoritárias em Itajaí. No páreo — pras cabeças de chapa—, na minha visão, temos Décio Lima (PT), Deodato Casas (PSDB), Volnei Morastoni (PMDB), Dalva Rhenius (PSB) entre os candidatos fortes. Todos estes estão atrás de um bom candidato a vice, que traga além da força de um número expressivo de candidatos a vereador, sem rejeição entre os eleitores (sem contar o tempo de televisão na campanha, fator importante também). Por enquanto, ninguém ainda tem vice definido. Todos em franca conversas e logo saberemos quem serão os candidatos e coligações que serão eleitas em 4 de outubro. Talvez destes nomes, um ou outro se coligue entre eles. Talvez se coligue com outro. (lembrando que como vinha colocando no Facebook, Paulinho Figueirense teria abandonado as hostes governistas e não será candidato)

da minha coluna no Sem Censura

Da série “porque não voto em pessoas e sim em projetos políticos”

maio 18, 2016

projetosEm primeiro lugar, falo por mim, tão-somente por mim. Em segundo lugar, novamente, falo somente por mim. Sou filiado ao PT, e não estou falando por partido, somente por mim. E não por causa do título, porque sei bem que a maioria dos petistas também NÃO VOTA EM PESSOA. Não votei em Lula. Não votei em Dilma. Assim como também não votei em Volnei (pra prefeito). Votei sempre no PT e seus projetos políticos, sua ideologia. Claro que acabo votando na coligação toda, assim como nos vices (para serem vices!), pra lembrar, o fatídico vice “Temer-PMDB” que agora virou presidente-golpista, ou, também a lembrar, a vice do governo Volnei que era do PMDB e mesmo concorrendo na chapa com o vice-prefeito preferiu fazer campanha pro opositor, o atual prefeito Jandir Bellini. E não é que ele — o atual prefeito — apareceu na convenção do PMDB (partido retirado da Eliane e “repassado” ao ex-prefeito ex-PT Volnei Morastoni)? Nada contra, porém, reitero, POR explicando pq nao aceito temerISSO VOTO EM PROJETOS POLÍTICOS, não em pessoas. As pessoas mudam facilmente de projeto. Já uma coligação, quando desenhada anteriormente, já se sabe mais ou menos pra onde ela vai e dificilmente mudará de direção. Um exemplo, os governos de coalizão federal, no caso específico, até antes do golpe do PMDB/PSDB, era de Centro-Esquerda. Agora, com o golpista Temer na presidência (ainda que interina), é Centro-Direita, tanto que se aliou exatamente ao partido derrotado QUATRO VEZES pelo povo brasileiro, que elegeu o PT na cabeça de chapa. Podendo cair ainda mais pra Direita do que se imagina (podendo chegar muito próximo à Centro-Direita fundamentalista — evangélica). Em Itajaí temos uma coalizão de partidos quase todos à Direita, mas ainda é um governo peeerto do centro no espectro político. Porém, não tão perto quanto querem alguns. Ou talvez, mais distante do que uns poucos queriam.

Vou repetir (de novo), por isso voto em PROJETOS POLÍTICOS. Como disse, as pessoas mudam de partidos. E mudam de posturas. Um projeto político dificilmente terá uma alteração tão grande em sua caminhada de quatro/oito anos. Um projeto político SÉRIO dificilmente aceitaria quem lhe fez oposição acirrada, como no caso em que o PP e o atual PMDB (liderado pelo ex-adversário de mais de um década) se juntem em Itajaí. E na maioria dos partidos, seja à Esquerda ou Direita, dá pra se confiar que terão a mesma postura ideológica, podendo, é claro, pender mais para um lado — geralmente o Centro. Então, não adianta votar em NOMES, ou numa pessoa, principalmente na majoritária (prefeitos, governadores, presidente). O eleitor tem de aprender a votar em PROJETO POLÍTICO. É isso que pode começar a mudar algumas coisas. O resto, é enganação de quem prefere ver projetos políticos derrubados em detrimento de personalismos.

da minha coluna desta semana no jornal Sem Censura

O golpe contra o povo

maio 11, 2016

golpes esquerdaresumo do GOLPE (não na ordem de importância) que será dado hoje pelo Legislativo brasileiro:

-> o governo federal não ter aceitado abrir mais ainda as pernas pro PMDB
-> o PSDB/mídia não ter aceitado a quarta derrota pro PT em 2014
-> o PT ter decidido votar a favor da abertura do processo de ética contra Eduardo Cunha (PMDB), que, no mesmo dia, aceitou o pedido de impeachment (pedaladas fiscais)
-> a crise mundial iniciada em 2008 e que ainda atinge boa parte do mundo, usada como desculpa pra aprofundar a nossa própria crise, que é mais política que econômica

enfim, parabéns a todos envolvidos que APOIARAM tudo isso daí. claro que há outras sutilezas envolvidas no golpe que será deflagrado hoje (ainda que não permanente), mas, o povo, manipulado e que se deixou manipular em sua boa parte, vai sofrer ainda mais a partir de agora. as precarizações que virão pro lombo do TRABALHADOR e que seguem o que acontecem em boa parte do mundo (como acontece SEMPRE em qualquer crise do capitalismo, pois, é pra isso que elas servem) irão ser jogados durante os anos seguintes todos na conta dos governos do PT — com a anuência da imprensa que não vai querer saber de dar continuidade a crise política agora que chegou ao seu principal objetivo, que era tirar o PT do governo federal –, mesmo que ele tenha sido o que mais gerou empregos, criou universidades, quase erradicou a fome, aumentou o poder aquisitivo da população pobre/classe média, diminuiu desigualdades sociais, proporcionou moradia aos que nunca teriam acesso a elas e por aí vai.

golpe caros amigosparabéns aos envolvidos que verão 54 milhões de votos que chancelavam uma eleição (disputada, mas, ganha legalmente etc. etc.) serem jogados na lata do lixo da democracia praticamente porque um partido decidiu votar contra um deputado que agora foi devidamente afastado de suas funções por estar sendo acusado de vários crimes de CORRUPÇÃO.
a História lembrará deste dia como algo triste. como um golpe branco, um golpe paraguaio.

e termino com a frase do editorial do jornal El País de hoje, que tem como título “UM PROCESSO IRREGULAR”, e que diz que está “colocando o país nas últimas horas em uma incerteza inconcebível na maior democracia sul-americana“:

“Enquanto o Brasil afunda na recessão, a oposição usou o Congresso para transformar uma acusação de caráter político –uma má gestão do orçamento– num processo previsto para casos penais”.

Ex-coordenadora fala sobre o Escola Aberta em Itajaí

maio 2, 2016

este texto abaixo foi colocado aqui no blogue como comentário (nesta publicação, que falava sobre uma frase do prefeito Jandir Bellini onde ele dizia que o programa Escola Aberta não teria terminado, apenas “descontinuado”), e, agora, trago ele para cá, para conhecimento de todos, sobre um assunto que já foi muito debatido em Itajaí, mas, infelizmente, acabou sendo esquecido até mesmo pela imprensa que preferiu se omitir do debate. o texto ao qual ela se refere, é sobre o fim do programa Escola Aberta, quando da entrada do atual governo Jandir Bellini na prefeitura, em 2009 — no final tem o vídeo que deu origem à publicação em que ocorreu este comentário).

Meu comentário sobre o assunto, 4 anos depois. É que eu não sabia do ocorrido…infelizmente!

escola aberta 2016O Programa Escola Aberta, ocorreu simultaneamente em 12 escolas, todos os sábados desde 2005. Inicialmente foram 3 aberturas, e as outras escolas foram aderindo ao Programa.
No início, não servíamos alimentação. Iniciamos com oficinas de curta duração, de pintura, contação de história, esportes diversos, laboratório de informática, artesanato e teatro.
Iniciávamos as 9:00 h, parávamos ao meio-dia.
Retornávamos as 13:30 h e terminávamos as atividades as 17:30 h.
Percebemos que a maioria dos inscritos, na maioria criança e adolescentes não iam para suas casas ao meio dia.
Sentavam no meio fio da calçada da rua, com sol ou chuva e esperavam a reabertura.
Insistíamos para que fossem para casa almoçar e nos diziam que não iriam, que queriam pegar o lugar para a oficinas e que não tinham almoço em casa.

Bem….esta era a realidade da maioria das escolas.
A primeira escola que ofereceu almoço foi a E.B. Arnaldo Brandão por iniciativa da diretora Regina Rebelo Mota, que conseguiu os alimentos com a comunidade e alguns empresários do bairro.
Isso ocorreu por quase um ano, até que o prefeito Volnei percebesse que a situação não poderia continuar do modo que estava.
As providências foram tomadas para que fossem servidas refeições todos os sábados em todas as escolas abertas.
Simultaneamente, as oficinas foram crescendo, a pedido das comunidades e os cursos foram aumentando suas cargas horárias, melhorando a qualidade dos mesmos.
Como exemplo cito aulas de inglês no CAIC, ministradas por um voluntário por 2 anos, o Tiago, também violino e ballet, pelo programa, entre outras DOZE oficinas ofertadas no CAIC.

Em todas as escolas havia aulas de informática,em parceria com a Escola Elite e também uso livre dos computadores, orientados e supervisionados. Cursos profissionalizantes na maioria das escolas, em parceria com FEAPI, entre outros.

Mas, parece que o povo que não conheceu o programa, só sabe falar da comida, e da criançada brincando no pátio, sob a orientação sempre de um profissional de educação física, como se o esporte, e o lazer, fossem um crime, e não um ato social, educativo e de saúde.

Bem, o Programa Escola aberta, foi o melhor programa que a SEDUC [Secretaria de Educação de Itajaí] já desenvolveu.
A criminalidade no entorno diminuiu aos sábados e os delinquentes cuidavam para que a ordem fosse mantida nas escolas.
Estranho?
Só pra quem vive num mundinho da fantasia, e não conhece a realidade destes bairros permeados pela violência causadas pela exclusão social.. mas… criticam, geralmente por interesses pessoais. Precisou ter muita, muita “coragem”, para acabar com um programa assim.
Ou seria melhor dizer “covardia”?

Susane Barbosa Cugnier
Coordenadora Geral do PROGRAMA ESCOLA ABERTA
Supervisora de Programas Educacionais SEDUC (2005 a 2008)


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